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Saiba quanto Rodrigo Janot está ganhando por ter feito acordo indecente com os criminosos da JBS



Os irmãos Joesley e Wesley Batista estavam prestes a fazer companhia a outros criminosos no Complexo Médico Penal em Pinhais, no Paraná, o presídio para onde são levados os presos durante as operações da Polícia Federal na Lava Jato de Curitiba. A JBS já havia sido alvo de cinco operações da PF, batizadas de Sépsis, Greenfield, Cui Bono, Carne Fraca e Bullish.

Percebendo que seria preso, Joesley Batista bateu na porta do procurador-geral da República, Rodrigo Janto, e saiu de lá poucos dias depois com um dos mais indecentes acordos de delação premiada da história do Ministério Público Federal. Sem passar um minuto sequer preso, Janot concedeu ao criminoso confesso passa livre para ele e todos seus familiares fossem desfrutar suas fortunas nos Estados Unidos, para onde os irmãos batista levaram 80% da JBS. “Como procurador-geral da República, não tive outra alternativa senão conceder o benefício da imunidade penal aos colaboradores.”, tentou justificar Janot ao explicar o fato de ter sido tão generoso com os irmãos Batista

O procurado-geral da República fechou sozinho um acordo com o criminoso confesso Joesley Batista, sem a participação da Polícia Federal ou dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato baseada em Curitiba. Janot diz ter sido “procurado pelos irmãos Batista.”  e que “trouxeram indícios consistentes de crimes em andamento”

Em entrevista, Janot insinua que a Polícia Federal é incompetente e jamais prenderia os irmãos Batista, e o Brasil sairia perdendo, não fosse o seu brilhante papel:“tivesse o acordo sido recusado, os colaboradores, no mundo real, continuariam circulando pelas ruas de Nova York, até que os crimes prescrevessem, sem pagar um tostão a ninguém e sem nada revelar, o que, aliás, era o usual no Brasil até pouco tempo!"

Há que distinguir a Lava Jato que tem como responsável o procurador Deltan Dallagnosl, da Lava Jato de Brasília, de Rodrigo Janot. Enquanto em Curitiba, os acordos são firmados com os advogados dos investigados, Janot fechou seu acordo diretamente com os criminosos da JBS.

Antes de iniciar as tratativas para qualquer acordo, a Lava Jato de Curitiba realiza Operações com a Polícia Federal e, investiga as atividades criminosas e na maioria dos casos, prende os investigados. Normalmente, um acordo de delação em Curitiba demora cerca de um ano para ser firmado com o Ministério Público Federal do Paraná. Todas as informações prestadas pelos advogados dos candidatos a delatores são chegadas junto a instituições financeiras e autoridades estrangeiras. Os depoimentos são cruzados com outros depoimentos de outros delatores, para verificar discrepâncias, os delatores precisam informar os números de contas, abrir mão de sigilos bancários, telefônicos e fiscais. Somente após esta maratona de procedimentos é que o MPF encaminha o pedido de acordo para a PGR.

No caso de Janot, o procurador se antecipou a operações e investigações em curso da Polícia Federal e fechou em acordo relâmpago com Joesley Batista em menos de 30 dias de negociações. Janot negligenciou todos os procedimentos adotados pelos integrantes da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba.

Contrastando com os procedimentos pouco ortodoxos e politizados adotados por Janot para firmar o controverso acordo, a Lava Jato de Curitiba faz tudo as claras. Realiza diligências, cumpre mandatos e torna tudo público imediatamente, inclusive com a divulgação dos resultados das operações através de entrevistas coletivas à imprensa. Os resultados obtidos pelo núcleo curitibano da operação, com Deltan Dallagnol e o juiz Serio Moro à frente, são transparentes e baseados em investigações profundas, colhimento de depoimentos, batidas em endereços dos investigados com mandatos de busca e apreensão, coleta de provas e até mesmo prisões ou conduções coercitivas.

Já o acordo conduzido por Janot não teve nada disso. O mega criminoso confesso Joesley batista bateu na porta da PGR e saiu de lá com um generoso acordo de delação premiada debaixo do braço. O empresário que fez com que sua empresa saltasse de um valor de mercado de R$ 1.9 bilhão para R$ 170 bilhões durante os governos petistas de Lula e Dilma confirmou que não teria tido tanto êxito nos negócios, não fosse os esquemas de corrupção que manteve com os governos do PT.

Para se ter uma ideia da generosidade de Janot, o procurador impôs uma multa de R$ 110 milhões ao empresário, parcelada em dez anos. Na Lava Jato de Curitiba,  um simples ex-gerente da Petrobras, como Pedro Barusco, devolveu aos cofres públicos aproximadamente R$ 260 milhões. O casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, outros R$ 80 milhões. É um escândalo que um corruptor que se beneficiou de mais de R$ 60 bilhões do dinheiro do contribuinte pague uma multa menos que os corrompidos, que ainda pegaram penas pesadas determinadas pelo juiz Sérgio Moro. Janot concedeu perdão total para centenas de crimes de Joesley e ainda lhe concedeu passe livre para ir morar nos Estados Unidos.

O maior problema neste caso é que Janot foi pago pelos brasileiros para firmar um acordo tão indecente com os criminosos da JBS. o salário do procurador-geral da República é de R$ 39.293,38 desde janeiro de 2017. Janot, que termina seu mandato em setembro, queria fechar com chave de ouro sua passagem pela PGR derrubando um presidente da República com base em um acordo com criminosos que não ofereceram absolutamente nada de conclusivo contra Temer. Janot, que alcançou a fama chancelando o trabalho dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, tentou fazer um acordo sozinho com a JBS e acabou ganhado a antipatia do povo. 
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