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Reportagem no próprio G1 da Globo deixa escapar conluio da emissora com JBS e revela farsa criminosa contra Temer



O G1, principal portal do Grupo Globo, publicou uma reportagem da jornalista Thais Herédia, especialista economia e política, sobre episódio criminoso envolvendo uma matéria publicada no jornal O GLOBO e os crimes cometidos pelos executivos do Grupo JBS.

No texto, Thais Herédia, que também é colunista da Globo News, fala sobre os crimes financeiros cometidos pelos irmãos Batista na esteira do vazamento de uma transcrição falsa divulgada pelo colunista Lauro Jardim do GLOBO no dia 17/05/2017 e amplamente explorada pela emissora, inclusive com a inserção de Plantões do Jornal Nacional na grade de programação da Globo.

Naquele dia, toda a imprensa nacional foi induzida ao erro provocado pelo vazamento criminoso divulgado pelo O GLOBO. A Folha de São Paulo foi o primeiro grande jornal a reconhecer ter sido induzida ao erro. Acompanhe abaixo um trecho do editorial da Folha sobre o episódio:

"A Folha errou ao afirmar que o empresário Joesley Batista gravou conversa com o presidente Michel Temer em que relatou a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha na prisão e recebeu aval à operação.

A afirmação foi publicada no final da tarde de quarta (17), primeiro creditada ao colunista Lauro Jardim, de "O Globo", e depois confirmada pela Folha.

Naquele momento, nenhum dos dois jornais tinha tido acesso às gravações. Elas só foram tornadas públicas no dia seguinte, 18 de maio". Leia AQUI o editorial completo da Folha.

Na transcrição publicada por Lauro Jardim, constava que Joesley falava com Temer que estava pagando uma mesada de R$ 500 mil a Eduardo Cunha para comprar o silêncio do ex-deputado preso na Lava Jato. Na mesma matéria, constava que Joesley relatava que estava tendo problemas com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no que seria uma referência a termelétrica EPE, pertencente à JBS, em processo envolvendo a Petrobras.

A Globo usou este conteúdo para pedir a renúncia de Temer em um duro editorial e colocou todos seus empregados para fazerem o mesmo nos jornais e canais da emissora, como a GloboNews. Enquanto isso, o mercado vivia momentos de caos. A Bolsa de Valores registrava perdas de R$ 219 bilhões em valor de mercado de empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e outras empresas menores. Na outra ponta, o Grupo JBS faturava alto vendendo dólares que havia comprado na véspera do vazamento perpetrado pela Rede Globo.

Somente quando o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, finalmente resolveu levantar o sigilo da gravação feita por Joesley Batista, já no dia 18, foi possível constatar que a transcrição divulgada pela Globo era falsa e que não havia os trechos dos diálogos usados para pedir a renúncia de Temer. Mas à esta altura, o estrago já havia sido feito. Horas antes, Temer convocou a rede nacional para afirmar que não renunciaria, como pedia a Globo durante todo o dia.

As consequências do estrago provocado pela tentativa de Golpe da Rede Globo foram nefastas para milhões de brasileiros. O Comitê de Política Monetária (Copom) teve que rever a projeção de queda dos juros e reduziu a taxa Selic em apenas um ponto percentual no lugar dos 1,25 ou 1.50% previstos anteriormente. A confiança dos investidores desabou e o ritmo de contratações com carteira assinada se retraiu em relação a abril, quando foram criadas 58 mil novos postos de trabalho. Apesar de tanto estrago, a Globo ainda insiste na pauta de derrubar o governo, apostando na possibilidade de Temer cair e ter como sucessor o ex-empregado de Joesley Batista, o atual ministro da fazenda, Henrique Meirelles.

Por sinal, segundo fontes do Palácio do Planalto, teria sido o próprio Henrique Meirelles que insistiu para que Temer recebesse a visita do empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu, a residência oficial do presidente.

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Passados mais de vinte dias da tentativa de golpe de Estado, a reportagem de Thais Herédia publicada no G1 traz à tona uma visão mais realista dos fatos distorcidos pela Globo, que tanto mal fizeram ao país:

 "O Brasil acaba de assistir aos irmãos Batista saírem ilesos de seus crimes sórdidos contra o patrimônio público. A sordidez, entretanto, foi também cruel com o patrimônio privado. Sim, porque quem tinha comprado ações da JBS para investir, amarga perdas dramáticas. Além das falcatruas com o governo, os irmãos goianos abusaram no mercado financeiro dando um belo golpe dias antes do escândalo estourar – comprando dólares mais barato e operando no mercado de ações", revela a jornalista na matéria publicada no G1.

Segundo a reportagem, "Os caminhos para apuração, investigação e punição para crimes (ou fraudes) cometidos no mercado financeiro são longos – em distância e em tempo. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula e fiscaliza as transações, é um órgão com poder administrativo apenas. Logo depois de estourar a esperteza dos Batista, a CVM instaurou processos contra a companhia de carnes, mas era melhor esperar sentado por uma solução que nos tirasse o gosto intragável da enganação perversa até o último minuto".


"No dia do estouro da boiada, aquela quarta-feira em que a delação da JBS foi divulgada pelo O Globo, Joesley e Wesley compraram a bagatela de US$ 1 bilhão no mercado – num dia em que a moeda americana estava em queda! Eles foram “contra” a maré do mercado porque sabiam que o dia seguinte seria sanguinolento no mercado – e foi. Enquanto a maioria perdia bilhões, os irmãos ganhavam bilhões (novos bilhões)".

Neste último parágrafo, é possível perceber a sincronicidade entre a publicação do O Globo e "Joesley e Wesley compraram a bagatela de US$ 1 bilhão no mercado "porque sabiam que o dia seguinte seria sanguinolento no mercado".

O conluio da Globo com os supostos vazadores da transcrição falsa fica evidente na matéria publicada no próprio G1, na qual Thais Herédia destaca que "os irmãos goianos abusaram no mercado financeiro dando um belo golpe dias antes do escândalo estourar". De fato, os irmãos Batista não teriam como promover um ataque maciço no mercado financeiro sem a garantia de que a Globo faria sua parte suja no negócio, divulgando a transcrição falsa que levaria os mercados ao caos absoluto. Leia a matéria AQUI

O conluio da Globo com os bandidos da JBS fica ainda mais nítido nas palavras da própria Thais Herédia. Embora se saiba que a iniciativa criminosa dos irmãos Batista tenha tido como propósito lucrar alguns bilhões com o ataque especulativo, há ainda que se esclarecer o papel de outros atores neste triste episódio. O controverso acordo firmado com os irmãos Batista pelo procurador-geral da República, rodrigo Janot, sem a participação da Polícia Federal e dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba já levantou uma série de suspeitas. Somando a tentativa de golpe da Globo ao fato de que Janot fez uso político de uma gravação inconclusiva, editada e sem perícia técnica contra Temer, o resultado não pode ser dos melhores. Ainda mais levando em conta que essa gente tem sido conivente com a corrupção sem limites do PT de Lula e Dilma há anos. Conforme relato do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o vice-presidente da Globo foi ao Instituto Lula em 2014 pedir para que o petista concorresse à Presidência naquele ano no lugar de Dilma.

Um outro aspecto que chama a atenção neste episódio diz respeito à dura represália de Michel Temer contra o empresário Joesley Batista. O presidente determinou uma série de medidas duras contra o criminoso confesso, o que comprova que Temer não tem receio de que Joesley Batista teria de fato algo contra ele. Entre as represálias impostas por Temer, está a suspensão de uma linha de crédito de R$ 9 bilhões que a JBS tinha na Caixa Econômica Federal, a antecipação do cancelamento do contrato da Petrobras para o fornecimento de gás natural para uma empresa do grupo J&F e a elevação do teto das multas cobradas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC) contra crimes financeiros, que  passará de R$ 500 mil para R$ 500 milhões. A CVM já acumula 9 processos contra o grupo JBS. Isto significa que os irmãos Batista terão que arcar com multas bilionárias pelos crimes praticados durante a ação coordenada com a Rede Globo para derrubar Temer. 
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