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Procuradoria pede que Sérgio Moro tranque Lula numa cela. Sentença sobre pedido de prisão sai em 20 dias




O ex-presidente Lula está com os dias contados. Seja para algo ruim, pior péssimo, Lula deve ir se preparando para o que vai sair da caneta do juiz Sérgio Moro. O magistrado deve decidir nos próximos dias, com base nas provas e na farta documentação sobre a ação penal do triplex no Guarujá, qual será a sentença dada ao petista. No que depender da Procuradoria da República, não vai ter refresco. Em suas alegações finais sobre o caso, o MPG pediu a condenação do petista em regime fechado, sem regalias. No processo, Lula responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção . O petista é apontado pela força-tarefa da Lava Jato como o ‘comandante máximo do esquema de corrupção’ identificado na operação.

A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do triplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016.

Alegações finais são a parte derradeira do processo, em que o Ministério Público, que acusa, e as defesas apresentam suas argumentações e pedidos a serem considerados pelo juízo. O documento tem 334 páginas.

Além de Lula, são réus os empreiteiros José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, os executivos da empresa Agenor Franklin Martins, Paulo Gordilho, Fábio Yonamine, Roberto Ferreira e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

“Em decorrência do quantum de pena a ser fixado aos réus Luiz Inácio Lula da Silva, José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine, Roberto Moreira Ferreira e Paulo Okamotto, requer-se seja determinado o regime fechado como o regime inicial de cumprimento da pena”, pede a força-tarefa da Lava Jato.

Não cabe aqui qualquer forma de parcialidade artificial. A tentação pela prisão de Lula é grande não apenas por parte da sociedade, mas também pelo judiciário, tendo em vista o extenso roll de crimes atribuídos ao petista. É claro que como qualquer cidadão, Lula deve ser julgado com base em indícios comprometedores, daí a palavra indiciamento. Caso seja indiciado, Lula e seus aliados também não poderão reclamar. O petista teve amplo acesso a defesa, contou com os melhores advogados e, ao contrário do cidadão comum, torrou milhões em recursos protelatórios. Neste caso específico, Lula é alvo da confissão testemunhal de seu próprio corruptor. É como se um assassino preso aponte para seu cúmplice no homicídio. Se para o ex-presidente e seus aliados, isso não é o bastante para uma condenação exemplar, paciência. A Justiça não deve se guiar pela opinião de criminosos. 
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