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Política de redução de juros pode custar caro a Temer e ao Brasil. Globo, especuladores e rentistas estão apavorados



O presidente Michel Temer se torno alvo da fúria de muita gente desde que assumiu a Presidência há pouco mais de um ano. Ao promover cortes profundos na administração pública, com a demissão de milhares de ocupantes de cargos comissionados nos três escalões do governo, Temer provocou o ódio em dezenas de milhares de petistas que passaram os últimos treze anos sugando o dinheiro do contribuinte em troca de apoio ao partido. Cerca de 30 mil pessoas com salários entre R$ 6 mil e R$ 24 mil foram simplesmente demitidas logo nos primeiros seis meses de governo Temer.

Ao mesmo tempo, Temer atingiu duramente setores com altíssimo poder de influência junto ao eleitorado, como a classe artística e setores da imprensa que passaram a viver exclusivamente das benesses dos governos petistas de Lula e Dilma. Temer cortou a mamata da Lei Rouanet, que distribuiu mais de R$ 13 bilhões em 13 anos, e cortou a verba para dezenas de sites, órgãos da imprensa e jornalistas de aluguel que eram pagos com o dinheiro do contribuinte para falar bem do PT e destruir a reputação dos adversários do governo.

Temer ousou mexer numa das maiores mamatas do país ao propor o fim do imposto sindical e cortar cerca de R$ 3.7 bilhões mamados anualmente por mais de 15 mil sindicatos espalhados pelo país que sempre atuaram a serviço do PT de Lula. A ideia era tirar dessa gente todo este dinheiro que eles retiram do bolso do trabalhador sem nenhum esforço.

Até este ponto, Temer ainda conseguiu contar com o apoio de empresários e do mercado. As propostas de reformas trabalhista e previdenciária, cruciais para o desenvolvimento do país, estavam prestes a ser aprovadas.

Mas um dos maiores avanços do governo Temer começou a incomodar gente poderosa: o ambicioso projeto de reduzir os juros para a casa de um dígito ainda em 2017. Com a inflação controlada, o governo tinha tudo para desonerar os investimentos em atividade produtiva e estimular o crescimento da indústria, do comércio e da ampliação da oferta de vagas com carteira assinada em um mercado com 14 milhões de desempregados. Talvez este tenha sido o maior erro de Temer e certamente foi o que provocou a ira de especuladores, rentistas e grupos empresariais acostumados a ganhar dinheiro fácil durante décadas.

O objetivo do governo era baixar a taxa Selic em 1.5 ou 1.75 no mês de maio e de chegar em dezembro com uma taxa em torno de 8%, quase a metade da taxa de juros de mercado quando assumiu a Presidência um ano atrás. Isso  tirou o sono, e os lucros, de muita gente. A tentativa de golpe promovida pela Rede Globo, o Grupo JBS e os funcionários da Consultoria dos picaretas Empiricus que trabalham no site O Antagonista provocou um caos imediato no mercado. As ações das empresas na Bolsa se desvalorizaram R$ 219 bilhões em apenas um dia. O Grupo JBS confirmou que faturou mais de R$ 1 bilhão comprando dólares na véspera de um vazamento criminoso de uma transcrição falsa de uma conversa inconclusiva gravada pelo próprio Joesley Batista com o presidente Temer.

Não é nenhuma novidade que grupos empresariais, grandes bancos, especuladores e rentistas sempre fizeram fortuna no Brasil apenas através da altíssima taxa de juros do mercado. O povo, sempre o mais sacrificado, começava a experimentar um alívio na pressão dos juros, com a queda do dólar a e da inflação.

Ameaçados diante do fato de terem perdido o poder de persuadir o governo a atribuir-lhes privilégios valiosos e imorais, grupos particulares resolveram partir para o ataque sincronizado contra o governo, a fim de derrubar Temer e assegurar a manutenção de seus privilégios.

Até o momento, não conseguiram derrubar o governo ou apresentar algum fato realmente comprometedor contra Temer, mesmo levando em conta a "suposta" gravidade das denúncias apresentadas até aqui. No entanto, nenhuma delas é conclusiva ou suficiente para derrubar um presidente.

A prova disso é a desproporcionalidade com que Temer respondeu ao ataque feito contra ele pelo grupo JBS, uma típica organização criminosa, conforme ficou comprovado nos depoimentos de seus próprios executivos. Enquanto Joesley gravou e editou uma conversa inconclusiva sob o ponto de vista jurídico e diz que Temer usou um avião da empresa, o presidente respondeu com medidas extremamente mais duras aos ataques do grupo que viu seu valor de mercado saltar de R$ 1.7 bilhões para R$ 170 bilhões durante os governos de Lula e Dilma.

AS RESPOSTAS DE TEMER SÃO DESPROPORCIONAIS PARA ALGUÉM QUE SUPOSTAMENTE DEVE ALGUMA COISA:

O presidente recomendou que a Caixa Econômica suspendesse o crédito da JBS na instituição. A partir de agora, a empresa de Joesley Batista não conseguirá mais rolar dívidas de cerca de R$ 9 bilhões com a caixa. É pouco?

O governo baixou medida provisória que, entre outras decisões, aumenta de forma exponencial as multas cobras pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC); no caso da CVM, o teto da multa passará de R$ 500 mil para R$ 500 milhões. A JBS é alvo de seis inquéritos movidos pela CVM, que devem resultar em multas pesadas, após o ataque especulativo feito pela empresa durante a crise provocada pelo vazamento criminoso de Joesley para um jornalista da Globo. Ainda tem mais:

Nesta quinta-feira 8, Temer se reuniu com o presidente da Petrobras Pedro Parente, e ficou decidido o cancelamento antecipado de um contrato de fornecimento de gás natural com a empresa âmbar, do grupo J&F, para a UTE Mário Covas (UTE Cuiabá); o motivo, informou a petroleira em comunicado ao mercado, foi a violação de cláusula contratual que trata da lei anticorrupção.

As retaliações de Temer contra os criminosos do Grupo JBS são desproporcionalmente mais duras do que as insinuações feitas pelos donos da empresa contra o presidente. Fica claro que Temer não tem nenhum receio de atacar mortalmente aqueles que ameaçaram seu mandato. Se tivesse de fato algum rabo preso, não seria denunciado e nem promoveria represálias tão duras contra aqueles que supostamente alegam que possuem algo contra ele.

Temer pensou até em ir mais longe e chegou a questionar seus auxiliares sobre os motivos pelos quais concessionárias de serviços públicos como a Rede Globo não pagam royalties para a União, já que lucram tanto com uma concessão pública. Após este raciocínio, Temer recuou e afirmou que estava apenas "pensando alto".
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