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Para desespero de Lula, seu advogado consegue a proeza de piorar ainda mais a lambança que fez em sua defesa



O principal representante da defesa do ex-presidente Lula, o advogado Cristiano Zanin Martins, parece ter colocado tudo a perder em sua cartada de mestre reservada para suas alegações finais do processo em que Lula é acusado de ter recebido como propina um triplex no Guarujá.

Acuado diante do depoimento do principal envolvido no esquema de corrupção, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, a defesa do ex-presidente Lula apelou para uma estratégia suicida de encontrar um dono para o imóvel que Lula diz que não é dele: alegou que o imóvel pertencia à Caixa Econômica Federal. O problema é que a instituição negou qualquer vínculo com o imóvel e informou que jamais precisou "executar" a OAS.

O desespero de Zanin até que é compreensível,  dada a dificuldade de tentar desmentir um cúmplice de um crime que envolve apenas dois sujeitos. Trata-se de uma tarefa bastante complicada para qualquer advogado. Ainda mais no momento em que um dos investigados aponta para o outro. Pior ainda quando o cúmplice é ninguém menos que o detentor do imóvel. Léo Pinheiro é simplesmente o sócio e ex-presidente da empreiteira OAS, a dona do Edifício Solaris, onde fica o triplex de Lula. O tecnicamente dono do triplex afirmou ao juiz Sérgio Moro que deu o imóvel para Lula em troca de contratos superfaturados com a Petrobras.

Por meio de sua defesa, Léo Pinheiro, que também é réu na mesma ação penal, "confirmou que o triplex nunca foi posto à venda porque já tinha um dono e que as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa. O projeto de reforma foi aprovada na residência do ex-presidente em São Bernardo do Campo".

Léo Pinheiro prossegue em suas alegações finais que "o apartamento não foi um presente para Lula, mas sim pagamento de propina. "Os valores gastos pela OAS eram contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao Partido dos Trabalhadores em obras da Petrobras, tudo com a anuência do seu maior líder partidário".

Mas a demonstração de desespero mesmo veio depois que a Caixa negou ser a dona do imóvel. Sem ter como recuar, os advogados responsáveis pela defesa do ex-presidente Lula divulgaram uma nota nesta quarta-feira 21 reiterando o que apresentaram nas alegações finais do processo em que Lula é acusado de ter recebido um triplex no Guarujá. Eles afirmam que a nota divulgada ontem pela Caixa Econômica Federal "não colide, sob nenhuma hipótese, com as alegações finais da defesa".

Em outras palavras, Zanin continua teimando em afirmar que o imóvel é da Caixa, mesmo diante das negativas da instituição. Com esta insistência, o advogado de Lula alega que o empreiteiro Léo Pinheiro não poderia prometer o imóvel a Lula, se ele havia sido repassado à Caixa.

Mesmo se isso fosse verdade, quem garante a Zanin que Léo Pinheiro não poderia prometer o imóvel à Lula e este ter aceitado, sem saber que o triplex estivesse alienado à contratos da Caixa? O executivo poderia perfeitamente fechar o negócio com o ex-presidente, tendo em mente desembaraçar o imóvel posteriormente.

Sérgio Moro agradece.
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