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Lula diz em seu site que Odebrecht ia alugar ou vender imóvel de R$ 12 milhões para seu Instituto. Só não diz se ia pagar



O ex-presidente Lula disse "não sei" 88 vezes durante seu interrogatório feito pelo juiz Sérgio Moro no último mês de maio em Curitiba. Lula, que mencionou o nome de sua mulher Marisa Letícia, falecida em fevereiro, 38 vezes, sempre que era indagado sobre o triplex no Guarujá, também afirmou que não conhecia o ex-deputado Pedro Corrêa do PP. Esta semana, o ex-parlamentar apresentou ao juiz Sérgio Moro dezenas de fotos ao lado do ex-presidente em circunstâncias bastante óbvias.

Lula é assim. Sempre que as suspeitas recaem sobre ele, o petista perde a memória. Lula já disse que não era assim "tão íntimo" do empresário José Carlos Bumlai. Sobre o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoíno e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, presos no processo do mensalão, Lula afirmou em entrevista indecorosa à TV portuguesa RTP, que embora haja “companheiros do PT presos, não se trata de gente da sua confiança”.

Lula é assim. Mas é assado também. O petista negou as informações prestadas por seu amigão Emílio Odebrecht ao juiz Sérgio Moro esta semana. O patriarca da maior empreiteira do país afirmou ao juiz responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância que sua empresa se dispôs a comprar um imóvel de R$ 12 milhões para repassar a Lula como forma de propina por contratos superfaturados com a Petrobras.

Apesar de ter negado com "veemência" as declarações feitas por seu quase "patrão", Lula se apegou como um afogado ao tronco no depoimento do ex-gerente de finanças da Odebrecht João Alberto Lovera, que assinou na semana passada sua adesão a um acordo de leniência da empreiteira com o Ministério Público Federal.

Lula correu para publicar em seu site (confira aqui), que o executivo "afirmou nesta segunda-feira (5), em audiência realizada na 12ª Vara Federal de Curitiba, que um terreno que foi adquirido pela Odebrecht Realizações Imobiliárias nua Dr. Haberbeck Brandão, nº 178, em São Paulo, havia sido comprado pela empresa para construir um imóvel no local e, depois, alugar ou vender ao Instituto Lula. "Tudo seria feito com a transparência natural que envolve um negócio entre duas entidades privadas. Não havia qualquer irregularidade"

Por mais surpreendente que isso possa parecer, Lula também admite coisas que são ditas sobre ele. Pelo menos as que pode admitir imaginando que não vai prender o rabo. O petista só não informou se pretendia pagar pelo imóvel que a Odebrecht estava "providenciando" para seu Instituto.


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