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Lula dispensa testemunhas para não implicá-las em falso testemunho e Paulo Okamotto dá uma de bobo perante Moro



O ex-presidente Lula vem dando sinais de que já está ciente de que será condenado pelo juiz federal Sérgio Moro nos próximos dias. Temendo implicar pessoas próximas no crime de falso testemunho r impedir novas trapalhadas perante Moro, o petista pediu a dispensa do depoimento de Clara Ant como sua testemunha de defesa. Clara trabalhou como assessora especial no Palácio do Planalto durante o governo Lula e é uma das fundadoras do Instituto Lula. Esta é a quarta testemunha que Lula dispensa em uma semana.

No mesmo dia em que a ex-braço esquerdo de Lula iria prestar depoimento, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou ao juiz Sérgio Moro nesta sexta (30), que não se lembrava de detalhes importantes sobre a aquisição de um terreno de R$ 12 milhões em propina que foram repassados pela empreiteira Odebrecht.

Okamotto depôs como testemunha na ação que acusa o ex-presidente Lula de ter recebido vantagens indevidas da empreiteira Odebrecht na compra de um terreno na zona sul de São Paulo, que seria destinado ao Instituto Lula. Em depoimento à Justiça, Okamoto admitiu que visitou o terreno comprado pela Odebrecht na busca de uma nova sede para a entidade, mas disse que nunca soube que a empresa pagaria pelo imóvel.

"Nunca fui informado que haveria esse recurso. Tanto é que trabalhei o tempo todo para alugar o imóvel", declarou ao juiz Sergio Moro.

Os valores teriam origem em contratos da Petrobras e foram solicitados, segundo o Ministério Público, pelo ex-ministro Antonio Palocci, que também é réu na ação.

Okamotto disse não se lembrar de quem o indicou o imóvel.

"As pessoas sabiam que a gente estava procurando um escritório, e ofereciam imóveis", disse. "Não sei se fui eu que pedi [para visitar o terreno], ou se alguém me alertou; realmente, não sei quem foi."

O presidente do Instituto Lula afirmou que visitou o local em companhia do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, em 2011. Mas Lula afirmou, segundo ele, que "o terreno era inadequado e mal localizado", e que o descartou imediatamente.

Okamotto disse ter visitado, entre 2011 e 2014, cerca de 20 imóveis para o instituto. O presidente do Instituto Lula é réu na mesma ação penal seu patrão e deve ser condenado por lavagem de dinheiro e organização criminosa por seu envolvimento na manobra para acobertar R$ 1.3 milhão que a empreiteira OAS repassou para cobrir despesas com o transporte e armazenagem das "tralhas" de Lula.
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