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Lula agora vai em cana. No pedido de prisão, procuradores pedem pena severa ao "comandante" da corrupção na Petrobras



O ex-presidente Lula e toda a cúpula do PT foram surpreendidos durante o 6.º Congresso do partido em Brasília com a notícia de que o Ministério Público Federal pediu ao juiz Sérgio Moro a prisão do líder petista e de mais seis réus no caso do triplex no Guarujá.

O pedido de prisão representou um choque mais profundo para Lula e seus aliados não apenas pelas circunstâncias especiais, mas também pela contundência com que os procuradores recomendaram uma prisão exemplar para o  "o comandante" do esquema de corrupção na Petrobras. No pedido de prisão, os procuradores afirmam que este é "um dos maiores casos de corrupção já revelados no país" -e exige que se afaste "a timidez judiciária na aplicação das penas".

Na petição final enviada à Justiça sobre o caso relativo aos esquemas de corrupção de Lula e do PT na Petrobras, a força-tarefa da Operação Lava Jato pediu, na noite desta sexta (2), a "firme punição" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de corrupção na compra de um tríplex no Guarujá (SP).

"Não se pode tratar a presente ação penal sem o cuidado devido, pois o recado para a sociedade pode ser desastroso: impunidade; ou, reprimenda insuficiente", escrevem os procuradores.

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirmam no pedido que o ex-presidente conduziu um "presidencialismo de coalizão deturpado", ao nomear em cargos de confiança pessoas comprometidas com a arrecadação de propinas para o partido e em benefício próprio.

O MPF lembra que Lula, ao nomear os diretores da Petrobras Renato Duque e Paulo Roberto Costa, já condenados por corrupção na Lava Jato, demonstra seu papel na "orquestração" do esquema criminoso -que tinha como objetivo, além de garantir a governabilidade, obter recursos para futuras campanhas e em proveito próprio.

Esta é a primeira ação penal que Lula responde como réu na Lava Jato, na qual é acusado de ter se beneficiado de dinheiro desviado da Petrobras na compra e reforma do tríplex no Guarujá, assim como no transporte de seu acervo presidencial após a saída do Planalto. Os benefícios teriam sido pagos pela empreiteira OAS, em troca de contratos com a estatal.

Para os procuradores, o fato de o tríplex não estar em nome de Lula ou de sua família é uma "típica dissimulação da origem" do dinheiro.

"Dizer que 'não há escritura assinada' pelo réu Lula é confirmar que ele praticou o crime de lavagem de dinheiro", afirmam.

Os procuradores do MPF do Paraná lembram que indícios como estes ão admitidos por tribunais em todo o mundo, inclusive no Brasil, em crimes graves e que não deixam provas diretas, como em grandes esquemas de corrupção.

"Os indícios são equivalentes a qualquer outro meio de prova, pois a certeza pode provir deles", escrevem. "Ficou bastante claro que os envolvidos buscavam, a todo momento, aplicar técnicas de contrainteligência a fim de garantir sua impunidade."

A Petrobras, que é assistente de acusação, e as defesas dos réus ainda vão apresentar os seus memoriais de alegações finais, até o dia 20 de junho. Caberá ao juiz Sérgio Moro emitir sua sentença logo após esta data.

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