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Joesley Batista estava escondido na China e voltou ao Brasil para socorrer Janot para salvar acordo de delação



O empresário Joesley Batista, dono da JBS, desembarcou neste domingo no Brasil para tentar salvar o controverso acordo de delação premiada firmado com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janor. Joesley negocia a delação de mais 20 executivos que devem prestar depoimento a procuradores da Lava-Jato.

Joesley passou os últimos dias na China, e não nos Estados Unidos, conforme havia informado às autoridades brasileiras. “Ele se ausentou do Brasil nos últimos dias para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que ele se dispôs a colaborar com o Ministério Público”, escreveu a assessoria de Joesley, em nota. A empresa informou que ele não revelou que estava na China “por razões de segurança”.

Há cerca de cinco dia, o site Imprensa Viva confirmou que Janot estaria desesperado para tentar salvar o indecente acordo que fechou com os criminosos da JBS. Janot selou o acordo relâmpago em menos de 30 dias, sem a participação da Polícia Federal ou dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, apostando todas as fichas que conseguiria derrubar o presidente Michel Temer.


A maioria dos juristas brasileiros considerou o acordo um absurdo, levando em conta o volume monstruoso de crimes confessados por Joesley Batista a Rodrigo Janot. A decisão, considerada açodada frente aos acordos da Lava Jato de Curitiba, ainda premiou os criminosos com passe livre para irem morar nos Estados Unidos, para onde levaram 80% da fortuna que fizeram no Brasil com a ajuda do PT de Lula e Dilma.

A situação de Janot e de Fachin com acordo suspeito com criminosos ficou ainda mais complicada na última semana. Fatos sobre o envolvimento de Edson Fachin com a JBS vieram à tona e a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar crimes cometidos pelos  irmãos Batista cometidos após terem fechado o acordo com Janot.

Uma das principais cláusulas de qualquer acordo de delação premiada ou acordos de leniência e´o compromisso dos beneficiados não cometerem mais crimes. Este não foi o caso dos irmãos Batista, que usaram informações privilegiadas sobre o próprio acordo para fraudar o mercado financeiro e faturar bilhões com um ataque especulativo com a compra de dólares e venda de ações da JBS às vésperas do vazamento coordenado com a Rede Globo.

Para tentar salvar o acordo e impedir que ações na Justiça cancelem a lambança, o procurador procurou a própria JBS para ajudá-lo a sair da enrascada. Embora tenham feito relatos comprometedores contra os ex-presidentes Lula e Dilma, Joesley não entregou nenhuma prova que incriminasse seus antigos parceiros nos crimes. O ex-presidente Lula anda até mesmo fazendo ironias com a delação da JBS.

A PGR agora afirma que uma complementação se faz necessária principalmente por causa das condições em que a denúncia ocorreu. A delação - considerada polêmica e criticada por supostos excessos nos benefícios, teve um caráter restrito. Foi firmada praticamente na calada da noite, sem o cruzamento de informações com a Polícia Federal, com a Lava Jato em Curitiba ou com instituições financeiras e autoridades no exterior, como acontece com as delações firmadas pelos membros do Ministério Público Federal no Paraná.

A saída foi convocar uma nova leva de executivos do grupo para "complementar" as delações já firmadas com a Procuradoria-Geral da República. A lista de candidatos está em elaboração, mas o jornal O Estado de S. Paulo apurou que ao menos 20 executivos, entre diretores e presidentes de empresas do grupo, tinham proximidade com os acionistas, conhecimento dos ilícitos e podem terminar como novos delatores.

A situação de Janot é realmente desesperadora. No caso dos negócios da família Batista, os crimes narrados indicam que será preciso selecionar colaboradores na JBS, que atuam no setor de bovinos com várias marcas, entre elas a Friboi; na Seara, empresa de alimentos à base de frangos e suínos; na Eldorado Celulose, do setor de papel; e também na J&F, a holding que assumiu multas e compromissos legais já violados pelos irmãos Batista.


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