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Joesley Batista confessou 245 crimes nojentos a Janot e saiu livre. Não seria mais adequado ter dado voz de prisão?



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considerou estarrecedores os diálogos gravados pelo criminoso confesso Joesley Batista com o presidente Michel Temer. Janor afirmou que Temer prevaricou ao ouvir do empresário que ele teria dois juízes na manga.

— Quanto mais lamentável for a situação do país, tanto mais estaremos no dever de não perder a fé no seu destino — afirma Janot, citando uma frase do ex-governador da Bahia Octávio Mangabeira, que centrou sua administração (1947-1951) na educação.

A versão de Temer sobre o episódio, apesar de vergonhosa, é juridicamente válida. Segundo o presidente, Joesley é conhecido por ser um falastrão, um contador de vantagens, e que não teria levado a sério a fala do empresário.

Neste caso, a justificativa do presidente habita o campo insondável de sua consciência, de sua percepção como indivíduo e das circunstâncias.

A situação vivida por Rodrigo Janot e Joesley Batista é marcada por diferenças gritantes. Como membro do judiciário, o procurador ouviu da boca de um criminoso a confissão dos mais pavorosos crimes.  245 crimes para ser mais exato. A maioria envolvendo a organização criminosa comandada por Lula e Dilma. O membros do Ministério Público Federal do Paraná também já ouviram confissões de criminosos durante as tratativas para seus acordos de delação premiada. A diferença é que na Lava Jato de Curitiba, os criminosos estavam ou continuam presos.

Não se sabe em que circunstâncias Joesley Batista Bateu a porta de Janot e de que forma se propôs a confessar tantos crimes odientos. A maioria dos brasileiros sequer imagina como são os mecanismos que regem as tratativas para um acordo de delação premiada. Talvez justamente por não compreender a natureza destes protocolos é que a maioria das pessoas estão se perguntando porque Janot não deu voz de prisão enquanto ouvia as confissões sujas de Joesley Batista.

Segundo o procurador, aquela era uma oportunidade única para a Justiça tomar conhecimento de fatos que jamais alcançaria. Segundo Janot, se ele não fechasse o acordo de delação, Joesley poderia escapar e desfrutar seus bilhões em Nova York. O procurador finge ignorar que o sócio do Grupo JBS estava prestes a ser preso pela Polícia Federal, que s preparava para deflagrar a sexta Operação contra o empresário.

Janot também alegou a "vantagem" de ter conseguido obter do empresário um acordo de delação bilionário. A insensibilidade do procurador contrasta com a percepção da maioria das pessoas, para quem a soma de R$ 10.3 bilhões é algo completamente distante de qualquer parâmetro econômico. Mas a maioria das pessoas sabe muito bem que o dinheiro roubado por Joesley com a ajuda providencial de Lula e Dilma custou a vida de milhares de brasileiros mortos por falta de atendimentos médicos básicos, pela falta de segurança nas cidades, pela precariedade das estradas e na sinalização. A maioria dos brasileiros têm convicção de que os cerca de R$ 60 bilhões que Joesley amealhou dos cofres públicos em troca de propina, como ele mesmo disse na cara de Janot, foi dinheiro suficiente para ceifar o futuro de muitas crianças, que não tiveram acesso a educação básica e foram atiradas na vida de crimes, doras e prostituição.

Ao anunciar ações contra o empresário Joesley Batista na esfera cível e criminal por suas acusações de que seria o chefe de uma organização criminosa, o presidente Michel Temer chamou a atenção para outros aspectos relacionados ao acordo de delação firmado por Janot com Joesley Batista:

"Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios. Obtém perdão pelos seus delitos e ganha prazo de 300 meses para devolver o dinheiro da corrupção que o tornou bilionário, e com juros subsidiados. Pagará, anualmente, menos de um dia do faturamento de seu grupo para se livrar da cadeia. O cidadão que renegociar os impostos com a Receita Federal, em situação legítima e legal, não conseguirá metade desse prazo e pagará juros muito maiores".

Como se vê, a sociedade tem todo o direito de contestar as bases do acordo tão vantajoso oferecido por Janot ao o maior bandido da história do país. Não teria sido mais adequado dar voz de prisão?

Por mais irritante que este raciocínio possa parecer aos olhos de juristas, dos membros do Judiciário e do Ministério Publico Federal, o fato é que estes questionamentos povoam a mente da maioria dos brasileiros.
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