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Joaquim Barbosa, o homem que livrou a cara de Lula no mensalão, diz que pode se candidatar à Presidência em 2018



O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, aquele que livrou a cara do ex-presidente Lula na ação penal 470, o famoso caso de corrupção do PT que ficou conhecido como “mensalão, admitiu nesta quarta-feira, 7, que pode se candidatar à presidência da República em 2018. Barbosa disse que está refletindo sobre o assunto, não ignora as pesquisas eleitorais, já conversou com Marina Silva, da Rede, e com o PSB, mas continua fazendo "charme" e disse não saber “se decidiria dar este passo”.

“Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, disse o ex-ministro do Supremo que foi contra o impeachment de Dilma e pediu a renúncia de Temer há poucos dias, após a tentativa de golpe da Rede Globo.

Barbosa reconheceu que anda negociando nos bastidores com alguns partidos, mas enquanto estas conversas não prosperam, prefere se mante em cima do muro.

“Já conversei com líderes de partidos políticos, dois ou três. Até mesmo quando estava no Supremo fui sondado, sondagens superficiais. Ano passado, tive conversas com Marina Silva. Mais recentemente, tive conversas, troca de impressões, com a direção do PSB”, disse. “Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito”, disse o ex-ministro.

Barbosa, assim como Marina Silva e Lula, também não vê nenhum problema em modificar a Constituição do país, de acordo com sua conveniência. Para o ex-ministro, uma eleição indireta em caso de vacância da presidência da República não seria o mair apropriado, embora seja esta a situação prevista na Constituição.  Segundo o ex-ministro, “a falta de liderança política e de pessoas com desapego, pessoas realmente vinculadas ao interesse público, faz que o país vá se desintegrando”.

“Veja bem, a Constituição brasileira prevê eleição indireta. Mas eu não vejo tabu de modificar Constituição em situação emergencial como esta para se dar a palavra ao povo. Em democracia, isso é que é feito.”

“Eu acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância da Presidência da República, a decisão correta é essa: convocar o povo”, disse o ex-ministro do Supremo.

Barbosa disse que deveria ter havido eleição direta após o impeachment de Dilma Rousseff. “Deveria ter sido tomada essa decisão há mais de um ano atrás, mas os interesses partidários e o jogo econômico é muito forte e não permite que essa decisão seja tomada. Ou seja, quem tomou o poder não quer largar. Os interesses maiores do país são deixados em segundo plano”, disse o ex-ministro sem reconhecer que Michel Temer herdou um país durante a maior crise política e econômica desde a grande depressão dos anos de 1930. Barbosa insinua que Temer não quer largar o poder, mesmo ciente de que o presidente está exercitando democraticamente seu direito de governar o país. Barbosa parece não respeitar a constituição, as leis e as instituições ao tentar moldar o país de acordo com sua ótica pessoa, mesmo admitindo que também está de olho no poder.
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