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Janot queria o terceiro mandato, mas para isso, precisava derrubar Temer, que havia negado seu pedido



"A vaidade e o ego inflado com o êxito da Operação Lava-Jato subiram a cabeça do procurador-geral da República, Rodrigo Janot a tal ponto, que ele acabou perdendo a noção da realidade quando percebeu que seu estrelato estava com os dias contados". Esta é a opinião de um dos membros do alto escalão do Ministério Público Federal (MPF).

Desde o ano passado, Janot movia uma campanha explícita para conseguir a nomeação para um terceiro mandato à frente da PGR e conversava abertamente com integrantes do MPF em Brasília. O argumento usado por Janot, desde os tempos de Dilma, era o de que o governo pretendia melar a Lava Jato. O procurador espalhava este tipo de boato para contatos com a imprensa em Brasília e é apontado dentro da própria PGR como o vazador de várias investigações sigilosas conduzidas pelos integrantes da força-tarefa baseada em Curitiba. A campanha de Janot se intensificou em janeiro, quando o procurador fez chegar suas intenções ao Palácio do Planalto, através de vários interlocutores.

Temer já tinha conhecimento do desejo de Janot desde maio do ano passado, mas evitou dar margens ao assunto. De nada adiantou ignorar os recados de Janot. Ao ser sondado sobre a possibilidade de dar ao procurador o terceiro mandato ao final de fevereiro, "Temer refutou a ideia. Como constitucionalista ferrenho, Temer não iria contrariar os princípios que defendeu a vida toda como professor e autor de livros lidos por mais de 400 mil juristas brasileiros", afirmou um dos interlocutores do Palácio do Planalto à época.

A campanha de Janot  também não conquistou a simpatia do MPF). Apenas os mais próximos apoiavam a recondução, sob o argumento de que a continuidade de Janot à frente das apurações daria mais estabilidade à Lava-Jato. No entanto, a oposição interna se antecipou a formalização da eventual candidatura antes mesmo dela ser formalizada.

Mas a ambição de Janot era maior que seu senso de responsabilidade. "mais do que nunca, segundo fontes do STF ouvidos pela ISTOÉ, seria imperativo para Rodrigo Janot implodir o ocupante da principal cadeira da República. “É uma questão que vai muito além de apenas executar a prerrogativa do Ministério Público de denunciar ou não o presidente. Trata-se de uma missão pessoal do PGR para justificar esse acordo estapafúrdio, para dizer o mínimo”, disse um ministro da corte.

Janot usava o exemplo de Geraldo Brindeiro, procurador-geral durante oito anos nomeado por Fernando Henrique Cardoso, para justificar a sua campanha para ser reconduzido ao cargo agora em setembro para um terceiro mandato de 2 anos. Mesmo que Janot conseguisse convencer toda a humanidade sobre suas ambições, o único ser humano na terra com poderes de conceder-lhe o tão sonhado terceiro mandato era o presidente Michel Temer. Pela Constituição, cabe ao presidente da República nomear o procurador-geral para mandato de dois anos, sendo possível a recondução ao cargo.

Neste caso, em nome de suas ambições e de outros interesses que ainda não foram totalmente esclarecidos, Janot achou mais fácil tentar derrubar o presidente com base em um dos mais indecentes acordos de delação da história do Ministério Público. As chances de que o acordo que Janot firmou sozinho, em tempo recorde, sem a participação da Polícia Federal e dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba seja cancelado é bastante alta.



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