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Janot propõe anistia aos políticos que praticaram crime de caixa 2 e promete não enquadrar ninguém na Lei da Ficha Limpa



Faltando poucos dias para oferecer a denúncia contra o presidente Michel Temer, e menos de dois meses para terminar seu mandato à frente da PGR, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai oferecer suspensão condicional do processo a deputados e senadores que estão sendo acusados por envolvimento em crimes de caixa 2.

A anistia disfarçada estabelece que apenas os casos não vinculados a atos de corrupção, o chamado caixa dois simples, em campanhas eleitorais serão beneficiários. Esta é justamente a parte mais complicada de comprovar a prática de crimes por parte de parlamentares. O Ministério Público Federal entende como caixa dois simples os casos em que determinado candidato recebe doação sem oferecer qualquer contrapartida ao doador mas, mesmo assim, não registra a movimentação financeira na prestação de contas à Justiça Eleitoral. Neste caso, pouco importa a origem dos recursos, na maioria das vezes desviados dos próprios cofres públicos através de benefícios auferidos pelos doadores.

A anistia deve beneficiar pelo menos 50 investigados a partir das delações da Odebrecht e JBS, que de acordo com a proposta, atenderiam as condições exigidas pela lei. Os políticos que saírem da lista de investigados poderão obter a suspensão do processo. Batará ao investigado reconhecer a culpa pelo crime e cumprir uma pena alternativa, em geral, prestação de serviços à comunidade. Ou seja, significa na prática uma antecipação da pena. A "vantagem" para o corrupto é que ele se livra de uma vez por todas do fantasma da Lei da Ficha Limpa e poderá concorrer nas próximas eleições em problema.

É isso mesmo que você leu. Os parlamentares, entre senadores e deputados da lista de Janot, pelo menos 50 poderiam ser contemplados com a medida. Ao atenderem aos requisitos na proposta de suspensão condicional, terão benefícios como a ficha limpa não responderão a processo criminal.

A "janela" foi aberta A análise logo após a homologação da delação dos 78 ex-executivos da Odebrecht os estudos com vistas à suspensão condicional de processos começou segue em andamento. Não está claro ainda quando as primeiras ofertas de suspensão de processos chegarão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

É a PGR de Brasília premiando a corrupção e jogando por terra anos do brilhante trabalho realizado pela Operação Lava Jato de Curitiba.

Com informações do GLOBO
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