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Janot manchou o brilhante trabalho realizado pela Lava Jato de Curitiba,



O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ganhou uma extraordinária projeção nacional ao longo dos últimos três anos, graças ao brilhante trabalho dos membros da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Por uma mera questão hierárquica, cabe à PGR ratificar os trabalhos realizados pelos membros do Ministério Público Federal do Paraná. Foi desta forma que Janot acabou se afeiçoando aos holofotes a ponto de operar nos bastidores de Brasília para conseguir do presidente Michel Temer um terceiro mandato. Como não conseguiu a promessa de indicação, o procurador resolveu garantir mais um mandato à frente da PGR por um meio pouco convencional: derrubar Temer em apenas três meses.

Desde então, Rodrigo Janot perdeu o controle sobre o próprio ego e, segundo a revista ISTOÉ, passou a perseguir um projeto pessoal para escrever seu nome na história da PGR. Foi ai que começou toda a trapalhada envolvendo o acordo de delação premiada com os criminosos confessos da JBS-Friboi. Para os brasileiros, não resta dúvida de que o alvo principal da delação premiadíssima foi o presidente Temer. Joesley ofereceu a cabeça do peemedebista, mas impôs uma série de condições que não agradaram em nada a população, como o perdão total por seus crimes e um salvo conduto para ir viver nos Estados Unidos.

Percebendo que Janot estava disposto a tudo para decepar a cabeça de Temer, Joesley usou e abusou na hora de colher benefícios indecentes para um criminoso de sua magnitude. A sede de Janot levar a cabo seu plano o deixou cego a ponto de combinar com o criminoso uma sequência de ações planejadas para forjar flagrantes, gravar conversas teoricamente comprometedoras e derrubar o governo com a ajuda dos meios de comunicação.

Segundo a revista ISTOÉ, "Janot teria chegado às raias do absurdo ao solicitar ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, a colocação de microfones de escuta em todos os ambientes do gabinete de Temer, além de instalação de grampos nos telefones celulares e fixos do presidente. Fachin não ousou autorizar. O episódio estava sendo encarado em Brasília como o retrato mais bem acabado da cruzada personalista do procurador-geral da República. Diante da repercussão negativa, Janot procurou rechaçar a investida: “Eu tenho cara de cretino para fazer uma coisa dessas?”, questionou. Melhor assim. Não seria a primeira medida do procurador-geral decibéis acima do tom. “Denúncias capengas, investigações no afogadilho e prisões controversas levadas à frente pelo procurador-geral acabam por manchar o trabalho realizado até agora pelo MP em parceria com a PF”, lamentou um importante advogado que circula com desenvoltura no STF. Na avaliação de integrantes do MP, os efeitos colaterais das práticas muitas vezes nada ortodoxas de Janot podem, por mais contraditório que pareça, contribuir para frear a limpeza ética promovida com firmeza de propósitos e fins republicanos pela turma da Lava Jato de Curitiba".

"O meio jurídico em peso concorda que as heterodoxas diligências adotadas pelo procurador-geral, a saber, os flagrantes preparados e as gravações dirigidas, muitas das quais sequer periciadas, podem dar margem à narrativa do “fruto da árvore envenenada”, teoria derivada do direito americano segundo a qual todas as provas obtidas por meio ilícito devem ser desprezadas, por serem “ilícitas por derivação”. Consagrada essa tese, os defensores de Lula e companhia partirão para virar o jogo, qual seja, tentar anular os depoimentos que incriminam o ex-presidente e podem levá-lo à cadeia.

"É consenso no meio jurídico e político que os executivos da J&F conquistaram benefícios assustadoramente desproporcionais às informações e à solidez das provas que apresentaram. Segundo investigadores ouvidos pela reportagem de ISTOÉ, a JBS já estava completamente vulnerável quando decidiu, por livre e espontânea vontade, negociar com a PGR. Isso causou revolta em muitos promotores e procuradores Brasil afora, que estavam convictos de ter elementos suficientes para denunciar os irmãos Joesley e Wesley Batista sem a necessidade de oferecer a eles nenhuma ou pouca vantagem como contrapartida" diz a revista. 
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