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Janot informa que ainda vai decidir se arquiva ou se apresenta denúncia contra Temer perante o STF



Apesar do laudo pericial da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter apontado indícios de crime de corrupção indireta contra o presidente Michel Temer, o procurador-geral da República foi cauteloso ao informar ainda vai se decidir sobre o arquivamento ou não da denúncia contra o presidente perante o STF.

O relatório da Polícia Federal entregue ao STF é parcial. Os investigadores apontam que houve crime de corrupção com base em duas conversas entre o diretor da JBS Ricardo Saud e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures que já foram periciadas e ajudam a reforçar os indícios de crimes por parte de Rocha Loures. Na conversa aparecem menções ao nome de Michel Temer, mas o indicativo sobre a participação do presidente no episódio é inconclusiva.

Embora Janot tenha enviado nesta segunda-feira ao STF parecer contrário ao pedido de arquivamento do inquérito, o procurador afirmou que só vai analisar o pedido mais a fundo quando receber a conclusão das investigações da Polícia Federal. Com o material em mãos, o procurador-geral vai decidir se arquiva ou se apresenta denúncia contra Temer perante o STF.

“Assim, considerando que os autos do inquérito ainda não aportaram a esse Tribunal — já que ainda não foi finalizado o prazo assinalado, a Procuradoria-Geral da República aguardará o recebimento das peças de informação para analisá-las, juntamente com os argumentos aqui expendidos”, escreveu o procurador que já extrapolou três vezes o prazo legal para o oferecimento da denúncia.

No pedido de arquivamento do inquérito, a defesa de Temer argumentou que não havia elementos probatórios mínimos na investigação para justificar a apresentação de denúncia. Janot deve aguardar o laudo da Polícia Federal sobre a gravação da conversa feita por Joesley Batista com Temer. Ao contrário do informado por outros órgãos da imprensa, o relatório da PF é inconclusivo sobre a participação efetiva de Temer e está baseado apenas em duas conversas entre o diretor da JBS Ricardo Saud e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.

Em depoimento após delação premiada, Joesley Batista disse aos investigadores que o Temer era o destinatário final da mala com R$ 500 mil entregue a Rocha Loures, mas o advogado do ex-assessor do presidente já negou esta versão e afirmou em entrevista que Temer foi na verdade vítima de um complô. A defesa do próprio Rocha Loures deixou bastante claro que seu cliente pode ter usado o nome de Temer sem que o presidente tivesse conhecimento sobre o que se passava.

Temer ainda não se manifestou diretamente sobre o assunto e caberá apenas a Rocha Loures esclarecer se ele agiu isoladamente no episódio. 
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