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Janot encerra sua carreira de forma melancólica. Ridicularizado e suspeito de corrupção, ainda deve ser investigado



O procurador-geral da República apostou todas suas fichas num encerramento triunfal de sua carreira à frente da PGR. Vaidoso e vingativo, Rodrigo Janot reuniu seus principais predicados numa ousada aventura para derrubar um presidente da República. Seu entusiasmo com a empreitada foi ainda maior, pois havia a chance de ser indicado para um terceiro mandato pelo eventual sucessor de Temer, que não correspondeu suas expectativas neste sentido.

Mas Janot e o grupo ao qual se associou nesta empreitada, notadamente os criminosos confessos da JBS, a Rede Globo e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, subestimaram em muito seu alvo. Ao considerar que seria relativamente fácil derrubar Temer diante de seu baixíssimo índice de popularidade, o grupo acabou dando com os burros n'água.

Temer não apenas resistiu a ação coordenada para derrubá-lo, como também partiu para o ataque e praticamente quebrou as pernas de seus detratores. A começar pelo criminoso confesso, Joesley Batista, que viu sua empresa se tornar alvo de duríssimas represálias por parte do governo. Temer impôs prejuízos bilionários ao Grupo J&F, logo após o vazamento do acordo de delação forjado por Janot e Joesley com a ajuda providencial do ex-braço direito do chefe da PGR, o ex-procurador Marcelo Miller.

Se por um lado, Temer dificultou bastante a vida boa do Joesley Batista pós-delação, por outro lado não poupou Rodrigo Janot. Em uma contra medida fulminante, Temer ridicularizou o procurador como profissional do direito: "Examinando a denúncia, percebo, e falo com conhecimento de causa, percebo que reinventaram o Código Penal e incluíram nova categoria: a denúncia por ilação", humilhou Temer sem misericórdia. Impiedoso, o presidente foi além e colocou sob suspeita o ex-braço direito de Janot na PGR, Marcelo Miller. O ex-procurador pediu exoneração do cargo a Janto para atuar no acordo de delação da JBS. Temer afirmou que Miller, já na iniciativa privada, ganhou milhões e insinuou que o dinheiro pode não ter ido unicamente para o ex-procurador, mas também a Rodrigo Janot.

O revés do infeliz procurador-geral da República pode estar apenas no começo. Ao deixar o cargo em setembro, Janot perde a prerrogativa de foro privilegiado e deve se tornar alvo de uma profunda investigação sobre o controverso acordo de delação que firmou com os criminosos da JBS. Janot colecionou inimigos dentro da PGR durante os quatro anos que esteve à frente do órgão e pode ter como sucessor justamente um destes inimigos.

Michel Temer é o primeiro presidente do Brasil a ser denunciado no exercício do mandato por ter supostamente cometido crime cometido durante o governo. Já Rodrigo Janot é o primeiro procurador-Geral da República que pode ser preso ao fim de deu mandato. Em ambos os casos, a história, ao final, costuma ser implacável com aqueles que se julgam capazes de ocultar a verdade indefinidamente. 
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