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Janot e Fachin encurralados pela história. Ameaça contra Temer pode ser apenas um blefe. A verdade por trás da trama



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode se atrapalhar nos próximos dias com a ameaça de pedir uma nova abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer. Faltando pouco mais de 70 dias para deixar o cargo, Janot planejava uma saída triunfal da PGR, mas a tentativa de derrubar o governo Temer acabou fracassando.

Apontado como o vazador-geral da República, Janot ganhou projeção nacional a partir dos feitos realizados pela força-tarefa da Lava Jato baseada em Curitiba. A famosa lista de Janot continha os nomes de vários políticos investigados pela Polícia Federal e membros do Ministério Público Federal do Paraná.

O homem acabou gostando da fama, apesar de apenas chancelar o eficiente trabalho realizado pelos rapazes de Curitiba e passou a almejar um terceiro mandato como o chefe dos procuradores da República.

Apesar de receber tudo de mãos beijadas, na parte que lhe era cabível agir, tendo em suas mãos tantas informações sobre crimes de corrupção, Janot acabou poupando vários membros do PT, incluindo ai os ex-presidentes Lula e Dilma, a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo bernardo entre outros, ao longo dos quase quatro anos que está à frente da PGR.

Ao se insinuar em janeiro para Temer sobre suas pretensões de "ganhar" do presidente uma indicação para um terceiro mandato, Janot deu com os burros n'água. Temer é um constitucionalista ferrenho e não suportou a ideia de contrariar seus princípios e teses que defendeu em seus livros lidos por mais de 400 mil juristas.

Desde então, Janot se transformou num homem amargo. O procurador constatou que não realizou nenhum grande feito durante quatro anos de mandato, exceto chancelar o brilhante e irrefutável trabalho realizado pela força-tarefa da Lava Jato. Foi quando Janot teve a brilhante ideia de firmar sozinho um dos mais controversos acordos de delação premiada da história com os criminosos confessos do Grupo JBS. O procurador fez tudo na calada da noite, sem a participação da Polícia Federal ou dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Embora o acordo de delação seja atribuído à Lava Jato, existem enormes diferenças entre os acordos firmados pelo pessoal de Curitiba e o acordo indecente feito por Janot em Brasília. Janot fez acordo diretamente com bandidos em menos de trinta dias de tratativas, não checou se os depoimentos eram verdadeiros com outras fontes, não realizou perícia em nenhum dos documentos e provas entregues pelos executivos da JBS, não cruzou informações com outras delações e arquivos sobre as investigações da Polícia Federal e ignorou que Joesley e Wesley batista estavam prestes a ser presos, com a eminência da deflagração da sexta operação da PF que teria o Grupo como alvo. Assim agiu Janot da "Lava Jato" de Brasília, sé e que se pode chamar isso de Lava Jato.

Com o pessoal de Curitiba, o buraco é literalmente mais embaixo. Os membros do Ministério Público Federal do Paraná não fecham acordos de delação premiada diretamente com os bandidos ou os investigados. Todas as tratativas são feitas com os advogados dos suspeitos ou incriminados.

Normalmente, os acordos de delação em Curitiba consomem quase um ano de negociações, cruzamento de dados com instituições financeiras internacionais, autoridades estrangeiras e checagem das fontes citadas pelos delatores. Na maioria dos casos, as negociações ocorrem com os criminosos presos. Um serviço meticuloso com um resultado brilhante, algo bem diferente da cagada de Rodrigo Janot e homologada como um relâmpago pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson fachin, o relator da Lava Jato na Corte.

O acordo firmado por Jnaot e Fachin com os bandidos da laia dos irmãos Batista foi tão imoral, que os próprios bandidos da JBS não respeitaram os termos impostos pela dupla da PGR e do STF. Como é de praxe, qualquer acordo de delação ou leniência contém uma cláusula bastante clara sobre o compromisso do delator não cometer mais nenhum tipo de crime. Ao que tudo indica, Joesley Batista concluiu que negociou se acordo com dois "bananas" e voltou a cometer crimes no dia seguinte. O Grupo JBS participou de um ataque especulativo ao mercado financeiro explorando as informações privilegiadas contidas no próprio acordo de delação que firmou com Janot e que foi homologado por Fachin.

O Grupo admitiu que lucrou R$ 1 bilhão com a compra de dólares nas véspera do vazamento criminoso sincronizado com a Rede Globo de uma transcrição falsa de uma gravação feita pelo próprio Joesley Batista com o presidente Michel Temer. A JBS se tornou alvo de nada menos que oito inquéritos abertos pela Comissão de Valores Mobiliários e se tornou alvo de uma Operação da Polícia Federal, que cumpriu mandatos de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva durante a Operação Tendão de Aquiles, deflagrada pela PF no último dia 09.

A investigação apura dois eventos: a venda de ações de emissão da JBS S/A na bolsa de valores  e a compra de contratos futuros de dólar na bolsa de futuros e a termo de dólar no mercado de balcão, até o dia 17  de maio de 2017, dia do vazamento patrocinado pela Globo para pedir a renúncia de Temer. Joesley Sabia que as ações da empresa iriam cair dramaticamente após o vazamento e poderia comprar mais barato. Joesley também sabia que o dólar iria explodir com o vazamento e comprou alguns bilhões até a véspera da entrada da Globo no jogo. A brincadeira custou R$ 219 bilhões em prejuízos para empresas e investidores com o caos que se instalou no mercado naquele fatídico 17 de maio.

O acordo de Janot com a JBS é algo tão revoltante que fica até mesmo difícil imaginar como alguém seria tão estúpido de cair na armadilha de bandidos tão hábeis como os irmãos Batista. O procurador sequer considerou o fato da empresa ter se tornado uma gigante mundial graças aos mais de dez anos de esquemas de corrupção durante os governos Lula e Dilma, período em que o valor de mercado da empresa saltou de R$ 1.9 bilhões para R$ 170 bilhões. A sanha golpista de Janot para derrubar Temer também atende ao propósito de tentar justificar o acordo indecente que firmou com os bandidos da JBS na calada da noite

Janor é mais exemplo de como a ambição deixa as pessoas cegas. O procurador planejava uma saída triunfal da PGR agora em setembro e se gabaria de ter derrubado um presidente e mandado prender um senador da República, apesar de não ter movido uma palha para prender Lula e Dilma.

Segundo o próprio Lula, Janot tinha ficado em terceiro lugar na lista tríplice de nomes indicados para assumir a procuradoria em 2013. O ex-presidente afirmou que coube à ele pressionar a então presidente Dilma Rousseff para que fizesse a opção por Janot, contrariando todos aqueles que acreditavam na lisura  tão propalada aos quatro ventos pelo PT sobre o processo de sucessão na PGR.

Talvez isto explique a opção de Janot para fechar sua passagem pela PGR com chave de ouro derrubando Temer. O problema é que nem com a ajuda da Globo e dos empregados dos picaretas da Empiricus, a dona do site O Antagonista, Janot não conseguiu derrubar um presidente da República. Para piorar, não conseguiu absolutamente nada robusto sob o ponto de vista jurídico para derrubar Temer, excetuando uma gravação inconclusiva e uma viagem de Temer no avião da JBS. Janot sabe perfeitamente que Temer era o presidente do PMDB na época e negociava a filiação de José Batista Júnior, o Júnior da Friboi ao partido.

O empresário tinha planos de se candidatar ao governo de Goiás, mas acabou desistindo. Janot sabe perfeitamente que quando o avião da JBS deixou Temer em Brasília, decolou meia hora depois levando o Junior da Friboi para Goiás. Neste episódio, não há qualquer participação de Joesley Batista, que entregou estas "evidências" como "prova" que tinha relações com Temer.

Mas o ego e o desejo de vingança de Janot por não ter conseguido o terceiro mandato, assim como conseguiu o primeiro com Dilma, minou seu senso de responsabilidade e o procurador se embrenhou numa trapalhada sem limites. A barbeiragem precipitou a mais escandalosa tentativa de golpe Estado da história do Brasil desde  64. Os prejuízos causados ao povo são incalculáveis e podem superar a casa dos R$ 900 bilhões, considerando os prejuízos das empresas com ações na bolsa, a alta do dólar, que teve reflexos imediatos na inflação e a retração na perspectiva de queda dos juros da Selic.

Onde está a indecência em toda esta história? Está no fato de não terem nada conclusivo, mortalmente incriminador  e cabalmente comprovado para tentar derrubar um presidente. Tanto isto é um fato, que não conseguiram derrubar. Caso a iniciativa fosse ancorada em denúncias em teor de gravidade proporcional ao que se pretendia, a própria sociedade iria para as ruas exigir a saída de Temer. Tentar derrubar um presidente com manobras sórdidas, em conluio com criminosos e com uma emissora de TV foi antes de tudo, um golpe contra o povo. A Globo, O Antagonista, A JBS e Rodrigo Janot definitivamente tentaram derrubar um presidente sem que possuíssem naquele momento absolutamente nada de conclusivo e comprovadamente comprometedor, incriminador e irrefutável. Tanto é que boa parte da população não acreditou, não foi para as ruas como eles queriam, não se permitiu manipular por ardis sórdidos que ocultavam interesses ainda mais nojentos, em se tratando de interferir nos destinos do país. Naquele momento.

Se tinham alguma prova mais contundente, não foram homens suficiente para apresentar para a sociedade. Naquele momento. Mas ao que tudo indica, apostaram que Temer, com sua baixíssima popularidade, seria uma presa fácil e que cairia com qualquer espirro.

O procurador-geral da República e o ministro do STF, Edson Fachin tem o dever de apresentar a tal prova super-contundente, super irrefutável e super incriminadora para apresentar contra Temer nos próximos dias. Se não o fizerem, é por que não são homens ou por que não possuem a tal prova. Pelo mesmo caminho vai a Rede Globo e a turma do site o Antagonista. Se pediram a renúncia de Temer, eles tem o dever, a obrigação moral de apresentar para a sociedade os reais motivos de suas campanhas. Caso não tenham, significa que se tratam de golpistas.

Ninguém morre de amores por Temer. Trata-se de um mero presidente transitório que cumpre o papel reservado pela Constituição para momentos desta natureza. Tentar mudar as regras do jogo em meio a uma das maiores crises econômicas e políticas do país é querer brincar com a democracia para favorecer Lula e outros bandidos que estão loucos para tomar o poder por vias "improvisadas" que atendem aos seus interesses particulares.

Setores da oposição e a Rede Globo tem afirmado que Rodrigo Janot denunciará Temer por organização criminosa, obstrução de justiça e corrupção nos próximos dias. Seria maravilhoso se pudesse fazer isso com provas robustas e definitivamente comprometedoras. Se vier com as mesmas insinuações e interpretações parciais de fatos contestáveis, será apenas mais uma rodada na tentativa desesperada de se projetar através de ambições sórdidas que não vão contribuir em nada para o país.

Caso isso ocorra, tudo não passará de uma jogada combinada com os setores da esquerda corrupta. Uma denúncia baseada em suposições servirá para que parlamentares promovam mais desgaste para o governo na Câmara dos Deputados. Um presidente só pode ser processado com a autorização de dois terços da Câmara. Justamente este Congresso podre, contaminado por décadas de corrupção.
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Sob o ponto de vista da legalidade, há que se considerar que nem tudo que é legal, é ético ou moral. O STF pode perfeitamente pedir ao Congresso autorização para processar Temer. Em um trecho de reportagem da revista ISTOÉ, há uma importante observação sobre o caso: isto significa que o presidente da República não deva ser investigado se houver provas robustas, denunciadas. "Temer, por exemplo, manteve conversas no mínimo constrangedoras dentro do Planalto e ainda deve ao Brasil esclarecimentos a uma série de questões ainda obscuras. Na condição de mandatário do País, não pode estar imune ao escrutínio de órgãos de fiscalização. Pelo contrário. Mas a caçada a autoridades públicas, quem quer que sejam elas, independentemente de coloração partidária ou linha ideológica, não deve ser atividade precípua de um procurador-geral. Quando isso ocorre, a Justiça fica situada na perigosa fronteira entre o Estado de Direito e o Estado de Exceção".

Por mais que isso contrarie algumas pessoas, Temer não é como Lula, que tem sítio que não é seu, que tem triplex que não é seu, que ocupava uma cobertura em São Bernardo comprovadamente comprada com dinheiro roubado da Petrobras pelo PT e pela Odebrecht. Temer não é como Lula, que foi diretamente apontado com corrupto, ladrão e safado pelos dedos de Emílio Odebrecht, Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, João Santana, Monica Moura, Alexandrino Alencar e pelo próprio Joesley Batista, que falou na cara de Rodrigo Janot que mantinha contas para o petista na Suíça.

Ninguém até o momento teve a capacidade de afirmar e comprovar que entregou dinheiro diretamente para Temer. Ninguém até o momento apresentou uma propriedade, citou uma conta na Suíça, um pedalinho ou confirmou que tratou direta e abertamente sobre propina com o Temer ao longo de seus mais de 40 anos de vida pública. Nem Marcelo Odebrecht nem Joesley Batista, por mais bandidos confessos que sejam, foram capazes de afirmar que tiveram conversas abertas com Temer sobre corrupção. Alegar que Temer é corrupto é fácil e este tipo de acusação cola em praticamente todos os políticos do Brasil. Agora, quem quer colocar Temer no mesmo nível de Lula, quer é na verdade salvar o petista e permitir que o PT volte ao poder, agora com um reinado de mil anos de corrupção.


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