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Janot e Fachin ameaçaram a Lava Jato com trapalhada no acordo com irmãos Batista



A Operação Lava Jato nunca foi tão achincalhada quanto após o controverso acordo de delação premiadíssima firmado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e devidamente homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, em tempo recorde.

A população do país não engoliu vários aspetos deste acordo. A começar pelo perdão judicial total concedido aos executivos do Grupo JBS e o salvo conduto para que todos pudessem ir viver nos Estados Unidos, para onde levaram 80 do grupo J&F, e desfrutar livremente do império de corrupção que construíram com o dinheiro dos brasileiros.

O próprio Joesley Batista admitiu em seus depoimentos à PGR que não teria chegado aonde chegou, não fosse os esquemas de corrupção que manteve com os governos do PT de Lula e Dilma. Estranhamente, apesar de ter confessado que mantinha contas na Suíça para os dois ex-presidentes petistas, Joesley não entregou nenhuma prova que os incriminasse ou o procurador Rodrigo Janot não tomou nenhuma providência contra os dois. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.

O fato é que este controverso acordo de delação não possui nenhuma relação com o brilhante trabalho realizado pela força-tarefa da Lava Jato baseada em Curitiba. Mas nem todos sabem disso e a imprensa tem colocado tudo no mesmo balaio.

Em Curitiba, os membros do Ministério Público Federal jamais trataram de qualquer acordo de delação diretamente com os criminosos. Todas as tratativas são feitas com advogados especializados em acordos de delação contratados pelos investigados.

Na maioria dos casos, os acordos são negociados com os criminosos presos, como é o caso dos executivos do Grupo Odebrecht, da empreiteira OAS, do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, e do ex-ministro Antonio Palocci, entre outros. Todos os acordos consomem em média um ano de negociações. Neste período, os membros da força-tarefa composta por procuradores da República, delegados da Polícia Federal e peritos participam de diligências, deflagram novas operações, cumprem mandatos de busca e apreensão de documentos, cruzam as informações com autoridades e instituições financeiras no exterior e uma série de procedimentos que visam dar conformidade aos relatos feitos pelos delatores.

No caso do acordo firmado por Janto e homologado por Fachin, as tratativas não consumiram nem um mês. Joesley Batistas, que estava prestes a ser preso na Lava Jato, simplesmente bateu na porta da PGR, prometeu mundos e fundos, combinou operações controladas com Janot e saiu de lá com um belíssimo acordo debaixo do braço.

Como se não bastasse, Joesley e o Grupo JBS ainda usaram informações privilegiadas sobre o próprio acordo para cometerem crimes no mercado financeiro e desestabilizar o país, que mergulhou na maior crise política desde o impeachment e já começa a gerar consequências devastadoras na economia. As vendas no comércio caíram, as encomendas para a indústria começam a ser revistas e a possibilidade de uma nova onda de desemprego apavora a população.

Outro aspecto assustador em tudo isso é que, ao que tudo indica, os criminosos da JBS agiram em ação coordenada com a PGR e meios de comunicação, como a Globo, para criar um caos instantâneo no país e exigir a renúncia de Temer, mesmo antes de qualquer investigação ou processo concluído, sem provas conclusivas e sem dar tempo para que os fatos sejam devidamente esclarecidos. O país foi repentinamente tomado de assalto por um grupo de criminosos, em suposto conluio com o judiciário e meios de comunicação para derrubar o presidente usando justamente o nome da Operação Lava Jato, algo sagrado para os brasileiros.

Se Temer vai cair ou não, se esta implicado ou não nas denúncias, isto não significa que os conspiradores não tentaram colocar o carro na frente do boi e tentaram derrubá-lo prematuramente. Se Joesley entregou ou não provas contra Lula e Dilma, seu maiores cúmplices nos crimes que confessou, o fato é que até o momento, nenhum petista foi preso ou alvo de medidas judiciais, como diligências da Polícia Federal, intimações, mandatos de busca e apreensão ou mesmo de condução coercitiva. Até o momento, assim como Joesley e sua turma, Lula, Dilma e todos os ex-ministros envolvidos no assalto aos cofres públicos permanecem impunes, livres, leves e soltos. E ainda estão dando palpites sobre a situação do país que eles mesmos ajudaram a afundar.

O fato de Janot ter sido indicado pelo PT, de ter pleiteado junto a Temer um terceiro mandato e ouvido um sonoro não, não quer dizer nada. Assim como o fato de Fachin ser declaradamente um simpatizante do comunismo e adorador de Dilma Rousseff também não quer dizer nada. O que tem irritado a população é a sensação de impunidade no ar, onde os maiores criminosos do país escapam impunes de um acordo de delação que só afetou a vida dos brasileiros. Se esperam que a população entre neste jogo sujo, estão redondamente enganados. 
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