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Janot ainda não anunciou processo contra Temer por tê-lo acusado de receber milhões da JBS por meio de ex-auxiliar



O procurador-geral da República, Rodrigo Janto, ainda não anunciou nenhuma medida judicial após ter sido alvo de "ilações" do presidente Michel Temer, que mencionou a possibilidade de Janot também ter recebido parte dos milhões faturados por seu ex-braço direito na PGR, Marcelo Miller.

O ex-procurador amigo de Janot abriu mão de uma carreira cobiçadíssima para ir ajudar os irmãos Batista, do Grupo JBS-Friboi, a formular o acordo de delação premiadíssima que garantiu aos criminosos confessos a impunidade eterna. Marcelo Miller a força-tarefa da Lava Jato de Janot em Brasília em março e correu para trabalhar no escritório de advocacia que negociou os termos da leniência do grupo JBS com a Procuradoria-Geral da República.

Em seu último pronunciamento sobre a denúncia de Janot, Temer atacou o procurador frontalmente, insinuando que ele também teria embolsado parte dos milhões auferidos por seu ex-braço direito na PGR: "Marcelo Miller, da mais restrita confiança de Procuradoria-Geral da República. Ele saiu e já foi trabalhar para esta empresa. E ganhou verdadeiros milhões em poucos meses. O que talvez levaria décadas para poupar. Garantiu ao seu novo patrão um acordo benevolente, que o tira das garras da Justiça, e gera uma impunidade nunca antes vista. Ninguém saiu com tanta imunidade, e tudo ratificado, assegurado pelo procurador-geral da República. Pelas novas leis da ilação, poderíamos concluir que os milhões de honorários recebidos não seriam para ele", disparou Temer.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), tentou colocar panos quentes na situação e declarou lamentar a existência de uma discussão sobre índole pessoal. Ao ser  questionado a respeito do ataque do presidente Michel Temer contra Janot, o ministro defendeu o direito de defesa do presidente, mas afirmou que a questão deve ser resolvida dentro do tribunal.

— Eu lamento que haja essa discussão de índole pessoal, afirmou Celso de Mello.

Temer praticamente chamou Janot de ladrão e o ministro do STF diz tratar-se de um assunto de "índole pessoal". Na prática, Celso de Mello não colocou a mão no fogo por Janot ou por Temer. Ninguém na Lava Jato em Curitiba ou mesmo na PGR apareceu para defender o procurador, após ser detonado por Temer. Apenas uma nota pouco entusiasmada da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

O que mais chama atenção em todo este episódio, no entanto, é o silêncio sepulcral de Janot sobre as gravíssimas "ilações" devolvidas em forma impiedosa ao procurador. No mesmo dia, Janot se limitou a emitir uma nota pedindo apoio dos colegas da PGR "neste momento difícil" e só. Horas e dias preciosos se passaram desde então sem que Janot anunciasse qualquer iniciativa para contestar as "ilações" lançadas por Temer.

Janot pode ter seus motivos para ficar tão quietinho. Embora o governo tenha negado a informação de que tenha acionado Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), nunca se sabe, né? Vai que apareceu uma gravaçãozinha comprometedora e ai...
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