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ISTOÉ revela jogo sujo de Janot pelo 3º mandato negado por Temer. Procurador usa ira pessoal para atingir adversários



A revista ISTOÉ obteve acesso exclusivo a gravações que mostram dois procuradores da República reclamando das perseguições do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a adversários e políticos. As gravações colocam em suspeição as denúncias recentes do procurador Janot, que não se conformou com o fato de Temer não ter dado asas à sua ambição de conseguir o terceiro mandato na PGR.

Nos corredores do Ministério Público Federal, Janot é acusado de tentar monopolizar a Lava Jato. Servidores do MPF alegam que o procurador se tornou extremamente vaidoso com a notoriedade alcançada com a maior investigação do país e que não quer "largar o osso" de jeito nenhum. "Ele se acha o dono da Lava Jato é quer conduzir a investigação segundo suas convicções políticas e ideológicas", diz um funcionário do MPF em Brasília.

As críticas internas são bastante graves. Enquanto Janot se projeta através do brilhante trabalho realizado pelos integrantes da força-tarefa baseada em Curitiba, o procurador é acusado de filtrar as investigações e reter denúncias graves contra um dos principais alvos das investigações, notadamente o ex-presidente Lula. "'"

Em conversa mantida no dia 11 de maio deste ano com o procurador da República, Ângelo Goulart, a colega Caroline Maciel mostra grande preocupação com o eventual apoio dele a subprocuradora da República, Raquel Dodge, arqui-inimiga e candidata à sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ela, Janot quer“destruir todo mundo nos arredores” e que sua “tática é apavorar quem está do lado de Raquel”

Uma semana após o diálogo que a ISTOÉ teve acesso, a Polícia Federal foi ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (18) cumprir mandados de busca. A intenção é encontrar documentos que possam servir de prova contra o procurador da República Ângelo Goulart Villela, que trabalha na Corte Eleitoral, e que foi preso pela corporação pela manhã. A defesa dele não foi localizada. Acompanhe aqui a cobertura ao vivo.

De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Villela foi preso por suposto envolvimento com a operação Greenfield – que apura fraudes em fundos públicos de pensão e favorecimento a uma empresa de celulose controlada pelo conglomerado J&F, que também abarca o frigorífico JBS.

Na gravação, com pouco mais de 13 minutos de duração, a procuradora da República Caroline Maciel, chefe da PGR no Rio Grande do Norte, mantém uma conversa estarrecedora com o colega Ângelo Goulart. No diálogo, Caroline o alerta sobre os perigos de um eventual apoio dele a Raquel Dodge, candidata à sucessão do procurador-geral da República e tida como “inimiga” de Janot. De acordo com Caroline, “a tática de Janot é apavorar quem está do lado de Raquel”. Sete dias depois da
conversa, ocorrida em 11 de maio deste ano, Ângelo teve sua prisão decretada pelo próprio Rodrigo Janot. “A conversa que rola é que você estaria ajudando Raquel. Estou te avisando porque parece que a guerra está num nível que eu não consigo nem imaginar porque eu não sou desse tipo de coisa. Inclusive, pelo que eu senti, a tática de Janot é apavorar quem estiver do lado de Raquel”, afirmou.

Única mulher na corrida deste ano para a liderar a Procuradoria Geral da República, Raquel Dodge, criticou a morosidade da justiça em relação a vários casos no âmbito da Lava Jato. Há dois anos, Raquel já questionava indiretamente o fato de Lula ainda não ter sido preso. Na ocasião, ela afirmou que, caso seja indicada, as investigações da Lava Jato "serão apoiadas para que prossigam em estreita articulação com a Polícia Federal". Para Dodge, "os atos judiciais [devem ser] praticados com celeridade, porque a boa justiça é a que não tarda".

Janot se recente pelo fato do presidente Michel Temer não ter apoiado seu projeto de ficar mais dois anos à frente da PGR. Desde então, o procurador passou a perseguir o presidente em todas as frentes, desejo que acabou se precipitando no caso da trapalhada do acordo com os criminosos da JBS. Qual seria o motivo de Janot temer tanto ser sucedido pela Raquel Dodge?

Leia a matéRIA completa na ISTOÉ

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