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Imprensa e setores do judiciário apostam no caos tentando implodir governo Temer. Como vão ficar se fracassarem??



A maior parte da imprensa nacional tem agido de forma irresponsável ao explorar a cobertura dos fatos políticos recentes do país de forma sensacionalista, visando apenas os lucros com os cliques. No caso da Globo em particular e de outros veículos menores, a tentativa descarada de derrubar o governo de forma extremamente prematura chega a dar nojo em muitos leitores que estão mais familiarizados com a realidade do momento atual.

De fato, o Brasil enfrenta uma das mais graves crises institucionais desde o pequeno intervalo de um ano, desde o impeachment da ex-presidente Dilma. A animosidade entre setores do judiciário e o executivo tem gerado uma onda de expectativas bastante pessimistas, mas praticamente nada em caráter definitivo e conclusivo.

Surfando nesta onda, empresas de comunicação tentam promover o caos com leituras tendenciosas, visando fragilizar ainda mais a frágil estabilidade política do presidente Michel Temer. Este tipo de abordagem para os problemas do país não ajudam em nada o Brasil. Ainda mais se Temer sobreviver à uma das mais duras campanhas para derrubar um presidente em toda a história do país.

Nenhum presidente jamais sofreu tanta pressão dos meios de comunicação e de setores do judiciário com base em fatos tão inconclusivos, em evidências tão frágeis e diante da absoluta ausência de qualquer prova relativamente concreta.

Assusta a serenidade com que Temer tem lidado com tantos ataques, com tantas denúncias vagas e com o vigor da campanha que é movida contra ele nos últimos dias. Curiosamente, o ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros concedeu uma entrevista esta semana ao jornal El País (aqui), na qual demonstrou a mesma serenidade em meio ao caos que setores do judiciário e dos meios de comunicação tentam impor ao país:

El País - Qual sua estimativa para o crescimento do PIB este ano?

Mendonça de Barros - Na média vai dar 1%. Talvez até um pouco mais. Agora, o importante é que na virada do ano, no último trimestre, já vai estar crescendo uns 3%. No último tri comparado com o último do ano passado acho que já vai estar crescendo 3%. E acho que o ano que vem como um todo vai dar 4% de crescimento.

El País - Acha que o Governo conseguirá aprovar as reformas trabalhista e da Previdência?

Mendonça de Barros -  Eu aprendi na minha vida profissional que quando eu estou no avião e ele começa a pular, eu não vou na cabine e pergunto para o comandante o que ele está fazendo. Quem sabe é ele. Quem sabe se vai aprovar as reformas são o Temer e sua equipe. O que eu posso dizer é que é um pessoal muito competente para fazer isso. E não tem outro jeito. Num Parlamento como o nosso, se você não ceder aqui e ali... O objetivo primeiro é aprovar, e acho que vão conseguir.

El País - O Governo deixou de fora da reforma os militares, por exemplo. Isso não é um erro grave?

Mendonça de Barros -   A reforma da Previdência será feita em duas etapas. Isso acontece em qualquer lugar do mundo. As mudanças são tão críticas do ponto de vista das pessoas, que se você buscar o ótimo você não consegue nada. O que eu acho é que a transição para o modelo final está sendo muito bem feita. O modelo final é que tem problemas. Mas aí lá para frente você reforma o modelo final. Essa crítica é típica de jornalista, que precisa criar um factoide: "Ah, o Governo cedeu aqui". A dinâmica parlamentar é assim.

El País -  Mas a precarização pode prejudicar setores importantes para o desenvolvimento futuro, como o de tecnologia por exemplo.

Mendonça de Barros -   A nossa Legislação trabalhista é do Getúlio Vargas, de 1943. Nós estamos em 2016. Certamente ela não está adequada ao mundo moderno, e por isso precisa mudar. Agora, no mundo moderno o emprego é mais precário do que há 30, 40 anos. No mundo todo, e aqui também será assim, não tenha dúvidas. E por isso você precisa criar mecanismos: a Justiça do Trabalho hoje é enviesada por uma proteção [ao trabalhador] que hoje não é mais possível. E como o Brasil tem sindicatos fortes, coloca na mão dos sindicatos e das empresas um espaço maior de negociação, o que está correto. O problema é o seguinte: não pode o Brasil em 2016 ter uma legislação trabalhista criada em uma ditadura fascista. E ponto final.

El País -  Você vislumbra o final de um ciclo político em 2018, com outsiders tendo destaque nas eleições?

Mendonça de Barros -   Será uma eleição de transição. Não sei o que vai acontecer até lá. O que eu tenho certeza é que as eleições de 2018 vão se dar em uma situação econômica completamente diferente da que nós temos agora. E isso vai mexer com o resultado da eleição. Que nós chegamos ao fim de um ciclo político, chegamos. O que vai se colocar no lugar ainda é uma questão. E não será o Governo Temer.

El País -  Um candidato com plataforma de Governo que inclua reformas será competitivo?

Mendonça de Barros -  Eu tenho certeza. Porque a economia vai melhorar, e vai amenizar essa pressão toda. Por que o Temer tem a avaliação da Dilma? Porque a economia hoje é igualzinha à da Dilma. Então porque o povo vai avaliar melhor? A população não tem essa capacidade de olhar para frente. Por isso eu digo: o segundo ano do Temer será muito diferente do que foi o primeiro.

El País -  Acha que o Governo errou em algo na condução da política econômica?

Mendonça de Barros -   Juros. O Banco Central foi muito lento ao cortar os juros. É minha única crítica.

El País -  O Governo adiou o aumento de impostos. Isso se sustenta?

Mendonça de Barros -  Acho que sim, porque se a economia voltar a crescer a arrecadação responde imediatamente. Nós estamos tendo um déficit que é cíclico. O PIB caiu 8%, o que você espera? E mesmo se olhar as despesas discricionárias do Governo este ano estão caindo bastante.

El País -  Alguns críticos das reformas dizem que o andar de cima não está ajudando no ajuste fiscal como deveria. Você concorda?

Mendonça de Barros -  Você me desculpe, mas isso aí não está no meu foco. Esse negócio de distribuição de renda eu deixo para outros falarem. Coitado do Temer se colocarem para cima do mandato dele esse problema. É sacanagem: ele não foi eleito para mexer nisso, isso é algo para ser mexido lá para frente.

El País -  Acha que a política de teto de gastos públicos vai durar?

Mendonça de Barros -   Vai. No Brasil é o seguinte: algumas coisas levam 10, 15 anos para serem feitas. Mas uma vez que foram feitas [não tem volta]. Pega as privatizações: hoje alguém liga por ter feito ou não ter feito? Ninguém. Hoje você privatiza até a escola da esquina, porque os resultados são evidentes. Basta olhar para a telefonia. Uma linha de celular custava 4.000 dólares. Um fixo custava 2.000 dólares.

Como se vê, existem pessoas razoáveis que torcem para o bem do país, sem especular sobre denúncias inconclusivas feitas por criminosos e acolhidas como verdades absolutas por setores do judiciário, pela Rede Globo e por outros portais que parecem lucrar com a crise artificial que eles mesmos produziram.

Embora Temer tenha muito ainda que se explicar, o judiciário e a imprensa precisam ter mais responsabilidade ao dar credibilidade a criminosos a ponto de provocar uma crise tão grave antes mesmo de checar todas as denúncias e produzir provas concretas.


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