\imprensa Viva
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Imprensa continua tratando leitor como idiota. A verdade por trás da denúncia contra Temer



Quem tem acompanhado o noticiário político ao longo da última semana deve estar bastante confuso em relação a apresentação da denúncia da procuradoria-geral da República contra o presidente Michel Temer. Mesmo se tratando de um fato inédito, os jornalistas e meios de comunicação tratam o assunto com um domínio de causa impressionante.

As comadres da imprensa já até previram o que vai acontecer. Tudo muito simples, segundo a maioria dos jornalistas, analistas políticos e colunistas renomados. O que se tem dito é o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve entregar a denúncia após o dia 26 ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Lava Jato na Corte.

Fachin, que é ministro-relator do inquérito que investiga o presidente, deve pedir novas manifestações das partes antes de encaminhar acusação para a Câmara. Isso deve consumir mais uns vinte dias. Pela Constituição, a Câmara precisa admitir a denúncia contra o presidente antes de o Supremo julgar se abre ou não uma ação penal. Michel Temer só se torna réu e passa a ser julgado no Supremo se não obtiver na Câmara o voto de pelo menos 172 deputados. Até aqui, está tudo muito claro.

O problema é que, apesar de todos estes processos, de tanta visibilidade do caso e do grande interesse da sociedade em seus desdobramentos, a imprensa dá o assunto como encerrado com base na articulação do governo para que a votação seja analisada em, no máximo e o pedido seja rejeitado. O raciocínio é bastante simples: se o governo tem maioria na Câmara, algo em torno de 300 votos, não terá nenhum problema em acelerar a tramitação da denúncia e prevê que o plenário vai recusar a autorização para o Supremo julgar a acusação contra o presidente.

Tudo muito simples, embora bastante desgastante para o governo, para o mercado e para a sociedade como um todo, que se tornou refém das crises políticas produzidas entre os integrantes dos três poderes ao longo dos últimos meses. A animosidade entre as instituições causa até a impressão de que seus representantes estão viciados em holofotes.

O problema é que a sociedade parece ter sido completamente alijada de todo o processo, das decisões e da vontade de setores do executivo, do legislativo e do judiciário. E da imprensa. É como se os brasileiros fossem meros fantoches, mesmo em se tratando de assuntos de seu maior interesse, pois a crise política que faz vender jornais e dá notoriedade aos que se encontram trancados em seus gabinetes interfere na economia, nos juros, na inflação e na geração de empregos.

O todos na imprensa fingem ignorar neste joguinho envolvendo egos inflados, interesses políticos e outros interesses obscuros é justamente o teor da denúncia que está sendo preparada pelo procurador Rodrigo Janot. A imprensa finge ignorar que a sociedade é perfeitamente capaz de reagir e pressionar a Câmara para que acolha o pedido de abertura de processo contra Temer, caso a denúncia contenha fatos gravas e comprovadamente desabonadores contra o presidente. A sociedade, que está sendo completamente ignorada pelos principais atores da crise, é o único elemento capaz de fazer algo efetivo, no caso de uma trama do governo para rejeitar o pedido de abertura de processo contra Temer. Mas para que a sociedade se mobilize e pressione os parlamentares neste sentido, será preciso que Janot apresente uma denúncia clara, concreta, baseada em provas irrefutáveis e graves. Se não for assim, a sociedade não vai para a rua pressionar os parlamentares.

O povo está cansado de ter que interferir no jogo sujo que se tornou a política nacional. Além de saber que Lula, Joesley Batista e outros criminosos permanecem impunes graças a morosidade e a generosidade destas mesmas instituições, a sociedade não vê com bons olhos a sanha de meios de comunicação e de setores do judiciário em se derrubar um presidente de forma tão açodada, com base em fatos inconclusivos. A sociedade entende que não se troca de presidente como se troca de roupa, pois conhece muito bem as consequências das instabilidades políticas na economia. Estas crises não afetam os bolsos dos políticos, dos ministros do STF, mas atingem duramente a vida do trabalhador brasileiros. Diante destes fatos, será bom que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, seja um homem responsável e que apresente uma denúncia irrecusável aos olhos do maior interessado em toda esta trama: a sociedade.


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