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Gilmar Mendes chuta o pau da barraca e sugere que Janot e Joesley Batista armaram cilada para Temer



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, resolveu chutar o pau da barraca e compartilhou publicamente uma suspeita que é compartilhada por milhões de brasileiros: a de que pode ter havido uma armação entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot e o criminoso confesso Joesley Batista para incriminar o presidente Michel Temer.

O ministro Gilmar levantou a suspeita durante entrevista ao jornalista Kennedy Alencar.  Ao ser provocado a responder se existe a possibilidade de ter havido uma armação entre a PGR e os donos da JBS-Friboi para incriminar Temer, o ministro disse que "Tudo sugere. Eu já vi jornais dizendo que esta ação foi uma ação controlada. Portanto, não foi uma fita que depois foi levada ao Ministério Público, mas a fita foi preparada antes, em combinação com o Ministério Público. (...) Essa questão precisa ser esclarecida. A "Folha de S.Paulo" publicou que houve um treinamento de um advogado. Antes, portanto, da gravação. Isso precisa ser esclarecido, porque, se de fato houve, houve uma ação controlada sem autorização judicial. E o relator [no STF, o ministro Edson Fachin] ficou exposto nessa situação", afirmou.

"Essa questão tem que ser discutida. De fato, eu tenho a impressão de que a juntada de uma fita sem perícia... Essa foi a opinião até do diretor-geral da Polícia, que disse que também a Polícia Federal estava muito constrangida, como ela foi colocada fora dessa investigação. De novo, também aqui, ao invés de ter uma cooperação com a Polícia Federal, o Ministério Público passou a protagonizar a investigação. Ao invés de fazer uma parceria. É claro que a Polícia Federal é treinada para isso, teria essa perícia. Mas até para a Polícia Federal isso passou a ser um elemento de constrangimento. Acho que é altamente constrangedor para o procurador-geral e para o próprio relator, Fachin, que juntou uma perícia, veja, em uma operação que envolve o presidente da República. Mas, pior do que isso...", disse.

Para Gilmar caso a operação controlada da Polícia Federal que resultou na gravação da fita por Joesley tenha sido feita sem autorização judicial, toda a ação poderá ser anulada. "Com certeza! E mostra o quadro de sanha, de abuso. Por outro lado, tem uma situação também aí muito obscura, que é a atuação de um procurador de nome [Marcelo] Miller, que vem atuando, até então, nas investigações. E sai do Ministério Público, depois de negociação com um escritório de advocacia, e vai advogar neste caso", disparou.

Ele também disse que o acordo de delação premiada concedeu "imunidade máxima" para Joesley. "Imunidade máxima. E para isso se disse, se reconheceu, que aquele que se posicionou como delator, o Joesley, não seria o chefe de quadrilha. É uma discussão que terá que ser examinada também no contexto geral. Mas veja o poder que se dá ao Ministério Público, o de extinguir a punibilidade", disse. "Tem que haver um tipo de controle, tem que haver um tipo de controle", completou.

Gilmar avaliou, também, o governo Dilma como um "desastre" e que Temer tem "feito algum esforço no sentido de alguma racionalidade, tanto é que nós vimos o restabelecimento dos patamares econômicos e melhorias nesse sentido. E uma certa normalização nas relações, um desestressamento, assim se poderia dizer, nas relações inclusive entre os poderes".

Para ele, Temer deverá concluir o mandato "se não vierem fatos novos robustos". "Ao contrário de outros ocupantes do cargo, especialmente de Dilma e Collor, Temer tem uma relação muito forte com o Congresso", avaliou.

Leia a íntegra da entrevista
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