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Fala de Lula demonstra clara influência do PT no Ministério Público Federal na escolha de Janot para a PGR



A tática de aparelhamento do Estado em todos os níveis é um dos principais preceitos defendidos nas encardidas cartilhas do comunismo mundial. Não há qualquer dúvida sobre o fato do PT ter seguido à risca no Brasil todos os métodos prescritos pelo comunismo para a tomada do poder. De fato, o PT cumpriu o dever de casa e expandiu sua influência junto aos movimentos sociais, sindicais, comunidades campesinas, movimentos estudantis, minorias e junto ao proletariado.

O PT não inventou os métodos que pavimentaram a chegada do partido ao poder, apenas adaptaram as técnicas a realidade brasileira. O método de aparelhamento da máquina pública começou a se implementado bem antes da eleição de Lula em 2002, como foi o caso das prefeituras conquistadas pelo partido ao longo dos anos 80 e 90.

Logo que assumiu a Presidência em 2003, Lula e o PT deram início a uma das mais agressivas campanhas de aparelhamento da máquina pública, expandindo o domínio e o poder de influência do partido para estatais, bancos públicos e todos os órgãos e autarquias federais espalhados pelo Brasil. Ao longo de mais de uma década e meia no poder, o PT não se limitou a aparelhar a máquina pública e avançou ainda no domínio de instituições teoricamente independentes, como reitorias em universidades, tribunais de contas e até mesmo no Supremo Tribunal Federal.

Uma das técnicas que permitiram ao PT aprofundar suas raízes na foi justamente a ampliação absurda da tolerância com a incompetência, negligência e corrupção dos agentes públicos. Em troca da anuência dos servidores, o PT oferecia cobertura e garantia de tolerância sobre maus feitos, pequenos ilícitos, faltas prolongadas ao trabalho, regalias e proteção nos cargos. Tudo em detrimento do interesse público e da qualidade dos serviços prestados ao contribuinte. Na prática, a cultura do aparelhamento da máquina pública provoco a degradação dos serviços públicos e tornou os servidores arrogantes, negligentes e seguros de que não seriam afetados por queixas pelo péssimo atendimento a população.

A suspeita de que o PT conseguiu de fato expandir sua esfera de influência para instituições sérias do país é sugerida por uma conversa do ex-presidente Lula com o advogado e ex-deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF). Na ligação interceptada pela Polícia Federal, Lula reclamava de investigação contra ele e cobra “gratidão” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Lula diz que “esse cara se fosse formal não seria procurador-geral da República, teria tomado no cu, teria ficado em terceiro lugar (…) Quando eles precisam não tem formalidade, quando a gente precisa é cheio de formalidade”.

Como todos sabem, a escolha do Procurador-geral da República se dá através da indicação dos cerca de 1200 procuradores da República espalhados pelo órgão em todo o Brasil. Ao afirmar que sem a influência do PT, Janot teria ficado em terceiro lugar, Lula dá a entender que o partido influenciou a escolha de centenas de procuradores em todo o país.

Novamente, a escolha do procurador da República Nicolao Dino para suceder a Rodrigo Janot no comando do Ministério Público Federal por parte dos colegas procuradores de todo o Brasil levanta uma nova suspeita. O candidato mais votado na votação interna do órgão realizada nesta terça-feira (27) é irmão de do governador do Maranhão Flávio Dino  (PCdoB), tradicional aliado do PT.  Segundo delatores da Odebrecht, Flávio Dino recebeu R$ 400 mil para defender projeto que beneficiava a empreiteira.

O PT se gaba de ter implantado a cultura de escolher o vencedor da lista tríplice elaborada pelos membros do Ministério Público Federal para o cargo de Procurador-geral da República. Com base em uma agressiva campanha de ampliação da esfera de influência do partido junto às instituições do país, esta opção parece bastante óbvia, em se tratando supostamente de um jogo de cartas marcadas.

Uma curiosidade: no ano passado, o irmão de Nicolao, o governador Flávio Dino, escolheu o segundo nome da lista tríplice que lhe fora apresentada para a indicação do novo procurador-geral de justiça do estado.

Temer deve ignorar a escolha do vencedor da lista tríplice elaborada pelo MPF. Não há nenhuma lei que o obrigue a escolher o vencedor da eleição interna do órgão. Nicolao Dino, aliado de Janot obteve 621. A subprocuradora criminal Raquel Dodge, inimiga declarada de Janot, recebeu 587 votos e é apontada como a preferida de Michel Temer. O terceiro candidato mais votado foi o procurador Mário Bonsaglia, que recebeu 564 votos.

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