\imprensa Viva
.

Fachin livra Guido Mantega de Sérgio Moro e manda processo contra o petista para São Paulo



Após livrar o ex-presidente Lula de quatro investigações que seriam analisadas pelo juiz federal Sérgio Moro, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), resolveu livrar a cara do ex-ministro petista Guido Mantega, o interlocutor de Joesley Batista que cuidava dos interesses de Lula e Dilma. O mesmo Fachin que homologou o acordo de delação premiadíssima dos irmãos Batista da JBS-Friboi, acaba de determinar que seja retirado da Justiça Federal do Paraná um processo envolvendo o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

A ação, que ainda não foi transformada em inquérito, é baseada na delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Fachin, desmerecendo todo o esforço realizado pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, achou melhor  que o caso deva ser investigado na Justiça Federal paulista.

Fachin está acolhendo todos os pedidos das defesas dos petistas nos últimos dias, aproveitando-se da comoção nacional envolvendo a denúncia contra o presidente Michel Temer. E mais uma vez em menos de dez dias, Fachin acolheu mais um pedido dos petistas, desta vez  feito pelo próprio Mantega, sobre quem pesa a suspeita de ter solicitado R$ 1 milhão, em nome do PT, para repassar à "Revista Brasileiros". Ele não queria que esse processo ficasse sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que toca os processos da Lava-Jato na primeira instância. Na avaliação dele, o caso não têm relação com os desvios na Petrobras, foco da operação, e por isso deveria ser encaminhado para um juiz de São Paulo, onde teriam ocorrido os fatos narrados na delação.

"Do cotejo das razões recursais com os depoimentos prestados pelo colaborador não constato, ao menos em cognição inicial, relação dos fatos com a operação de repercussão nacional que tramita perante a Seção Judiciária do Paraná", decidiu Fachin, concluindo: "Tratando-se, portanto, de supostos fatos que se passaram na cidade de São Paulo, na qual teriam sido realizadas as negociações, devem as cópias dos termos de depoimento ser remetidas à Seção Judiciária daquela cidade, para adoção das providências cabíveis."

O jogo de cena agora é escancarado. Janot, que tem blindado os petistas há mais de três anos das investigações da Lava Jato de Curitiba, faz dobradinha com Fachin. Apenas para não ficar mal com os membros do MPF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) tinha pedido ao STF para que o caso continuasse no Paraná: "o relato do colaborador aponta para a efetivação de pagamentos ilícitos pelo grupo empresarial à revista 'Brasileiros', a pedido do agravante Guido Mantega e no interesse do Partido dos Trabalhadores, inclusive em prejuízo da Petrobras, no contexto da organização criminosa investigada na Operação Lava-Jato".

Obviamente, Fachin não se incomodou em contrariar as expectativas de todos os brasileiros e não se importou em esvaziar completamente o mérito do dedicado trabalho dos membros da Lava Jato em Curitiba.

_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget