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Ex-braço direito de Janot se nega a explicar milhões que ganhou da JBS para ajudar em acordo de delação



O ex-procurador Marcelo Miller, ex-braço direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se negou a explicar a informação divulgada pelo presidente Michel Temer de que largou uma carreira promissora em troca de alguns milhões que ganhou de Joesley Batista para auxiliá-lo na elaboração do acordo de delação premiadíssima obtido pelo empresário com o ex-superior Janot.

Temer citou o envolvimento de Marcelo Miller no esquema que culminou no acordo de delação da JBS feito por Rodrigo Janot e homologado pelo ministro do STF, Edson Fachin, durante seu duro discurso no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (27),

“E vocês sabem que quem deixa a Procuradoria tem uma quarentena, se não me engano de 2 ou 3 meses. Não houve quarentena nenhuma. O cidadão saiu e já foi trabalhar, depois de procurar a empresa para oferecer serviços, foi trabalhar para esta empresa e ganhou na verdade milhões em poucos meses”, afirmou o presidente, que insinuou que o próprio Janot também seria beneficiário de parte do dinheiro auferido por seu ex-braço direito.

— Um assessor muito próximo ao procurador-geral da República, senhor Marcelo Miller, homem de sua mais estrita confiança, um dia deixa o emprego do sonho de milhares de jovens brasileiros — afirmou Temer. — Abandona o Ministério Público para trabalhar em empresa que faz delação premiada com o procurador-geral. Ganhou milhões em poucos meses, o que levaria décadas para poupar — prosseguiu, ressaltando que não houve uma "quarentena".

Temer ainda insinuou que parte dos "milhões" pagos ao escritório de advocacia poderia ter ficado com Janot: "talvez, os milhões não fossem unicamente para o assessor de confiança que deixou a PGR — disse Temer.

Em nota, Marcelo Miller negou irregularidades. "Não cometi nenhum ato irregular, mas não responderei às afirmações a meu respeito pela imprensa. Apenas me manifestarei perante as autoridades com competência para examinar os fatos e com interesse na aferição da verdade."

Marcelo Miller é alvo de investigações no Ministério Público Federal e também da OAB. O Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da entidade considerou as explicações iniciais prestadas pelo auxiliar de Janot insuficientes, decidiu abrir o processo disciplinar. Não há prazo para conclusão da investigação.

Marcelo Miller pediu exoneração do MPF no início deste ano e logo em seguida, passou a prestar serviços para JoesleY Batista e outros executivos do Grupo JBS. O ex-braço direito de Janot teria colaborado na estratégia para obter o vantajoso acordo de delação. Em 20 de maio, a PGR havia divulgado nota confirmado que Marcelo Miller chegou a participar de uma fase inicial de discussão técnica de cláusulas de um eventual acordo de leniência do grupo J&F.

Marcelo Miller era um dos principais colaboradores de Janot. Segundo a própria PGR, ele integrou a Assessoria Criminal do procurador-geral da República desde setembro de 2013 e em 2016, foi designado para integrar o Grupo de Trabalho da Operação Lava Jato na PGR, em Brasília, onde Joesley conseguiu seu acordo de delação premiadíssima. O próprio Janot admite que a exoneração de Miller só foi concluída em 5 de abril, bem em meio as tratativas do acordo de delação da JBS. A empresa de Joesley Batista informou por meio de nota que não vai se pronunciar sobre o caso. 
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