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Enquanto povo brasileiro ainda engatinha consciência política, os políticos montam e açoitam seu lombo



A renda média per capita no país em 2016 foi de R$ 1.226,00, que ostenta ainda a menor média de anos de estudos da América do Sul, de apenas 7.2 anos. O Brasil está atrás de todos seus vizinhos. Triste isso, não é mesmo? O Brasil ocupa a 85ª posição no ranking mundial no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que considera aspectos como níveis de renda, educação e saúde do cidadão. Para se ter uma ideia, o país está atrás da Bosnia-Herzegovina e Azerbaijão.

No Brasil apenas 14% dos adultos brasileiros chegaram ao ensino superior, percentual considerado baixo se comparado à média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de 35%. Ainda assim, o nível de instrução e de conhecimentos gerais das pessoas com nível superior no Brasil é um dos mais baixos em uma lista de 160 países.

No outro extremo, o Brasil é o 8° país com mais adultos analfabetos do mundo, com 12,9 milhões de analfabetos, de acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Como se não bastasse o baixíssimo nível de escolaridade, a aversão dos brasileiros com relação à política torna a sociedade ainda mais vulnerável aos demagogos, corruptos e oportunistas que dominaram os partidos do país. 

Uma coisa acaba puxando a outra. Numa lógica cruel, os partidos políticos do Brasil se transformaram em centrais de representações de grupos de interesses. Em um ambiente onde prospera a ignorância e a negligência do cidadão, não há como imaginar que pessoas imbuídas de propósitos mais elevados tenham alguma chance em meio políticos profissionais, dirigentes partidários treinados em acolher pessoas inescrupulosas e partidos que abandonaram suas causas em nome do marketing. 

Cada civilização descreve sua história com base em suas lutas e conquistas. No caso do Brasil, a sociedade se encontra exatamente no ponto em que deveria estar, tendo em vista o comportamento do indivíduo social perante a sua cidadania como um todo. O eleitor brasileiro ainda trata as eleições como apostas pessoais, sem se importar muito com o que há de fato por trás de cada candidatura. São torcedores, e não cidadãos, na hora de votar. Vibram diante da vitória de seus candidatos como se fosse uma vitória da seleção brasileira. Sem contar o escárnio contra os "derrotados". 

Apesar da preferência dos brasileiros por agremiações partidárias e líderes políticos carismáticos, a mentira é a principal arma do político e a estupidez é a principal característica do eleitor. Na maioria das cidades brasileiras, os problemas de saúde, educação, transporte e segurança são os mesmos, senão piores, que os de décadas atrás. Basta reunir promessas de campanhas feitas por políticos desde os tempos do rádio, passando pela TV preto e branco, TV colorida, TV por satélite, TV digital até os dias de hoje para se perceber que todos mentiram e nunca cumpriram suas promessas de prosperidade, de acesso à saúde, segurança, educação, moradia, transporte e dignidade humana. 

Mas por trás de tanta desfaçatez, tantos desencontros de expectativas e tantas desilusões está justamente a falta de transparência nas relações entre os políticos e os eleitores. É uma espécie de brincadeira na base do "me engana e eu acredito".  Não há como solucionar a maioria dos problemas do Brasil em quatro, oito ou vinte anos. Quem promete mente e quem acredita está apenas semeando razões para odiar o político anos mais tarde. 

O Zé das Couve ouviu falar que existe um esquema para fornecer verduras para a prefeitura por um preço bem acima daquele que comercializa em sua banquinha na feira. O advogado descobre que um contrato com uma estatal pode render ao seu escritório o equivalente a 200 anos de trabalho. O professor descobre que se tornando um sindicalista, não precisará mais dar aulas, não precisará mais trabalhar e poderá ganhar dez vezes mais sem fazer nada, exceto insuflando seus colegas sobre a possibilidade de trabalhar menos e ganhar mais. Este é basicamente o perfil do político brasileiro. Quando esta gente morta de fome chega aos parlamentos, aos cargos executivos, logo são abordadas por lobistas, empresários, gente rica que quer ajudá-las a alavancar suas carreiras políticas em troca de pequenos favores.



O povo dispõe de uma série de armas capazes de minimizar os impactos causados por políticos de má qualidade, de má índole. A primeira é o voto. Não há como esperar que outros candidatos cumpram com seu dever de casa quando um eleitor escolhe um candidato por motivos alheios ao propósito do voto. A segunda e mais poderosa arma é a organização da sociedade na hora de cobrar das autoridades que cumpram com seu papel. Se há algo neste mundo que faz com que um político levante seu traseiro da poltrona e arregace as mangas é o chão da rua tremendo. O caminho de uma civilização é repleto de desafios e o destino de uma sociedade só é alcançado através da fé em dias melhores e da luta. 
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