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Desespero total na PGR. Agora, receio de Janot em denunciar Michel Temer sem provas é que Fachin não acolha denúncia



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está bastante embaraçado sobre anúncio sobre a denúncia que prepara contra Michel Temer. A ideia de tentar ligar o presidente ao recebimento da mala com R$ 500 mil pelo ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso desde o último dia 3, praticamente caiu por terra após a entrevista do advogado do ex-assessor do presidente.

A defesa do próprio Rocha Loures já sinalizou que seu cliente caiu sozinho numa armadilha montada pela PGR para incriminar Temer.  Cezar Bitencourt não precisava ser mais claro ao atribuir o ato de Rocha Loures como um fato isolado, fruto da ganância e corrupção do ex-assessor de Temer.

Jamot está inconsolável com os desdobramentos diversos daqueles que eram previstos, tendo como base a delação dos excecutivos do Grupo JBS. Para o procurador, o conjunto de provas reunidas sobre a propina acertada com a JBS só faz sentido se forem considerados a influência e o poder de Temer. Esta era a intuição de Janot até antes do balde de água fria despejado por Cezar Bitencourt, o advogado de Rocha Loures.

De acordo com Bitencourt, foi posta em prática contra Temer e o ex-deputado uma “armadilha travestida de ação controlada” ou um “flagrante provocado”. Ele se refere especialmente à gravação da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista e à filmagem de Rocha Loures correndo com uma mala recheada de propina.

“Joesley Batista, falante e inescrupuloso, agindo de má-fé, criou uma armadilha, uma situação ardilosa, uma espécie de ‘pega-ratão’ para o presidente que, surpreendido com a desfaçatez e desenvoltura do maior corruptor desse país – regiamente premiado pelo Ministério Público – ficou incrédulo, meio sem alternativa e sem saber o que fazer”, argumenta o advogado.

A denúncia era prevista para a semana passada, mas tem sido adiada reiteradas vezes pelo procurador, que ora avança, ora recua sobre a decisão de protocolar a denúncia no STF (Supremo Tribunal Federal).

As expectativas de  juntar outros pontos envolvendo o presidente nos episódios de corrupção foram totalmente frustradas ao longo da última semana, com a entrevista do advogado do ex-assessor de Temer, que deve assumir que foi iniciativa sua pegar o dinheiro da JBS, sem a participação ou conhecimento do presidente. Ficou mais difícil para para a PGR comprovar comprovar que Temer teve atuação na operação para o seu recebimento do dinheiro por Loures.

O enredo traçado pela Procuradoria era praticamente o mesmo descrito pelo criminoso confesso Joesley Batista e incluía a intermediação de Loures no agendamento do encontro entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista, a orientação do presidente para o empresário tratar com o ex-deputado, o diálogo do acerto da propina e o flagra da entrega da mala.

Até o momento, Janot não possui absolutamente nada de concreto para oferecer a denúncia. Um dos principais indícios de que o acerto envolveu Temer era um diálogo, entre Loures e o executivo da JBS Ricardo Saud, gravado pela Polícia Federal em um café em São Paulo.

A conversa antecedeu o recebimento da mala, entregue por Saud, e deixou implícita a existência de uma terceira pessoa por trás do acordo, segundo integrantes da investigação. No diálogo, aparece a menção a "presidente", algo que pode perfeitamente ter sido inserido no contexto do diálogo apenas para tentar incriminar Temer.

A intenção de Janot é denunciar Temer pelo crime de corrupção passiva, tipificado como o recebimento de vantagem indevida "para si ou para outrem" valendo-se do cargo que ocupa tornou-se motivo de constrangimento no Ministério Público Federal e os argumentos da PGR desabam com a revelação de novos fatos sobre as reais intenções de Joesley Batista em firmar um acordo de delação a qualquer custo.

A inclusão de outros crimes, como obstrução da Justiça, outra pretensão de Janot, também caiu por terra após o depoimento do ex-deputado Eduardo Cunha sobre o caso. Como Joesley não entregou nenhuma prova de que efetuou pagamentos ao ex-presidente da Câmara dos Deputados e como Cunha negou que tenha recebido qualquer valor para se manter em silêncio sobre qualquer negócio relacionado ao presidente, Janot acabou ficando sem base para incluir o crime de obstrução da Justiça na denúncia.

O pânico de Janot chegou ao ministro Edson Fachin, do STF. O relator da Lava Jato na Corte teve que estender os prazos para que a Polícia Federal conclua as investigações antes do oferecimento da denúncia. O último prazo, de dez dias para a Polícia Federal entregar o relatório do inquérito à Procuradoria-Geral da República terminou na terça (13). Embaraçados, os investigadores da própria Polícia Federal pediram a prorrogação atendida por Fachin.

O ministro do STF também se encontra em uma situação bastante delicada, pois caberá a ele acolher uma eventual denúncia oferecida pela PGR. A dificuldade em admitir uma denúncia contra um presidente da República com base em intuições de Janot o coloca em uma situação bastante embaraçosa perante os colegas da Corte. Fontes do MPF afirmam que Fachin testaria pressionando Janot para que apresente provas concretas sobre o envolvimento de Temer nos crimes que anunciou incluir na denúncia. As chandes de Fachin não acolher o pedido da PGR são enormes neste momento. 
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