\imprensa Viva
.

Desesperado, Janot pede socorro à JBS para tentar salvar acordo mais indecente da história



O procurador-geral da República está desesperado para tentar salvar a qualquer custo o indecente acordo que fechou com os criminosos da JBS. Janot selou o acordo relâmpago em menos de 30 dias, sem a participação da Polícia Federal ou dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, apostando todas as fichas que conseguiria derrubar o presidente Michel Temer.

Ao que tudo indica, Janot e o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, foram feitos de bobos pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, pois voltaram a delinquir após ter um generoso acordo homologado pelo relator da Lava Jato no Supremo.

A maioria dos juristas brasileiros considerou o acordo um absurdo, levando em conta o volume monstruoso de crimes confessados por Joesley Batista a Rodrigo Janot. A decisão, considerada açodada frente aos acordos da Lava Jato de Curitiba, ainda premiou os criminosos com passe livre para irem morar nos Estados Unidos, para onde levaram 80% da fortuna que fizeram no Brasil com a ajuda do PT de Lula e Dilma.

A situação de Janot e de Fachin com acordo suspeito com criminosos ficou ainda mais complicada na última semana. Temer conseguiu manter seu mandato após o também controverso julgamento no TSE, fatos sobre o envolvimento de Edson Fachin com a JBS vieram à tona e a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar crimes dos irmãos batista cometidos após fecharam o acordo com Janto e Fachin.

Uma das principais cláusulas de qualquer acordo de delação premiada ou acordos de leniência e´o compromisso dos beneficiados não cometerem mais crimes. Este não foi o caso dos irmãos Batista, que usaram informações privilegiadas sobre o próprio acordo para fraudar o mercado financeiro e faturar bilhões com um ataque especulativo com a compra de dólares e venda de ações da JBS às vésperas do vazamento coordenado com a Rede Globo de uma transcrição falsa de uma conversa gravada por Joesley com Temer.

Janot está desesperado e o clima na PGR é de constrangimento entre os servidores, que também reprovaram os termos do controverso acordo firmado de forma quase secreta por Janot. Para tentar salvar o acordo e impedir que ações na Justiça cancelem a lambança, o procurador procuro a própria JBS para ajudá-lo a sair da enrascada. Embora tenham feito relatos comprometedores contra os ex-presidentes Lula e Dilma, Joesley não entregou nenhuma prova que incriminasse seus antigos parceiros nos crimes. O ex-presidente Lula anda até mesmo fazendo ironias com a delação da JBS.

A PGR agora afirma que uma complementação se faz necessária principalmente por causa das condições em que a denúncia ocorreu. A delação - considerada polêmica e criticada por supostos excessos nos benefícios, teve um caráter restrito. Foi firmada praticamente na calada da noite, sem o cruzamento de informações com a Polícia Federal, com a Lava Jato em Curitiba ou com instituições financeiras e autoridades no exterior, como acontece com as delações firmadas pelos membros do Ministério Público Federal no Paraná.

Outro fato controverso foi que Janto fechou o acordo diretamente com os irmãos Batista, que estavam prestes a ser presos, após terem sido alvos de nada menos que seis operações da Polícia Federal. Ao contrário do que fez Janto, a Lava Jato de Curitiba nunca negociou acordos de delação diretamente com os criminosos ou investigados. Todos os acordos foram fruto de longas negociações com advogados especializados em acordos de delação contratados pelos suspeitos, que na maioria dos casos, encontravam-se presos.

O empresário Joesley Batista foi esperto neste caso e fechou-se com Janot em uma sala de reunião com o irmão Wesley e cinco executivos de confiança - Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais; Demilton Antônio, diretor financeiro da JBS; Valdir Boni, diretor de Tributos da JBS; Florisvaldo Caetano de Oliveira, ex-conselheiro fiscal da JBS; e o advogado Francisco de Assis, diretor jurídico da JBS. Em poucos dias, Joesley Batista saiu da PGR com um belo acordo de delação e foi morar nos Estados Unidos com toda sua família.

Mas o negócio não saiu como Janot esperava. Seu objetivo era fechar com chave de ouro sua passagem pela PGR com a derrubada do presidente da República. Seu mandato termina em setembro e Janot acabou se metendo numa verdadeira enrascada. A saída foi convocar uma nova leva de executivos do grupo para "complementar" as delações já firmadas com a Procuradoria-Geral da República. A lista de candidatos está em elaboração, mas o jornal O Estado de S. Paulo apurou que ao menos 20 executivos, entre diretores e presidentes de empresas do grupo, tinham proximidade com os acionistas, conhecimento dos ilícitos e podem terminar como novos delatores.

A situação de Janot é realmente desesperadora. No caso dos negócios da família Batista, os crimes narrados indicam que será preciso selecionar colaboradores na JBS, que atua no setor de bovinos com várias marcas, entre elas a Friboi; na Seara, empresa de alimentos à base de frangos e suínos; na Eldorado Celulose, do setor de papel; e também na J&F, a holding que assumiu multas e compromissos legais já violados pelos irmãos Batista
_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget