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Como não conseguiu derrubar Temer, Janot convoca Joesley Batista para entregar provas de crimes de Lula e Dilma



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cujo mandato termina em setembro, queria fechar com chave de ouro sua passagem pela PGR e se empenhou ao máximo na inglória tarefa de derrubar um presidente da República. Janot apostou todas suas fichas na delação meia bomba do empresário e delator Joesley Batista, e fiou toda sua reputação em depoimentos e provas inconclusivas contra Michel Temer.

Como a ambição de Janot acabou resultando num enorme desgaste para o Ministério Público Federal, o procurador tenta agora a todo custo encontrar justificativas para um dos mais indecentes acordos firmados pelo Ministério Público Federal e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o relator da Lava Jato na Corte que também passou a enfrentar duras críticas por ter homologado um acordo tão açodado, tão inconsistente e tão generoso para com os criminosos.

Para contornar tanto desconforto, a solução foi apelar para o socorro do criminoso confesso, Joesley Batista, o principal acionista do grupo J&F, dono da JBS e responsável pela empreitada mal sucedida de Janot.

O jeito foi convocar Joesley Batista para arrancar dele algo conclusivo contra os ex-presidentes Lula e Dilma. O empresário fez graves acusações contra os petistas, mas não entregou nenhuma prova consistente contra aqueles que o ajudaram a formar seu império de corrupção. O empresário prestou depoimento na Procuradoria da República do Distrito Federal no âmbito da operação Bullish nesta terça-feira, 13.

A oitiva foi realizada no inquérito que investiga as afirmações prestadas no acordo de colaboração de Joesley sobre repasses de mais de US$ 80 milhões para os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do Partidos dos Trabalhadores.

Deflagrada no dia 12 de maio, cinco dias antes do vazamento da delação dos executivos da J&F, a Bullish investiga possíveis irregularidades no repasse de R$ 8,1 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para empresas do Grupo J&F.

A investigação em que Joesley foi ouvido foi instaurada pelo procurador Ivan Marx porque o desmembramento promovido pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), baseou-se na conexão dos fatos narrados pelos delatores com as irregularidades no banco público.

Na delação, Joesley Batista narrou que, em 2009, foi criada uma conta para receber os repasses relacionados a Lula e, no ano seguinte, outra foi aberta para envio de valores relacionados a Dilma.
O empresário revelou que, em dezembro naquele ano, o BNDES adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações, no valor de US$ 2 bilhões, 'para apoio do plano de expansão'.

"O depoente escriturou em favor de Guido Mantega, por conta desse negócio, crédito de US$ 50 milhões e abriu conta no exterior, em nome de offshore que controlava, na qual depositou o valor", relatou Joesley.

Segundo o empresário, em reunião com Mantega, no final de 2010, o petista pediu a ele 'que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma. Nesse momento, disse o delator, foi perguntado a Mantega se Lula e Dilma sabiam do esquema'. " Guido confirmou que sim", disse ele.

Em outro caso, Joesley declarou que foi feito um financiamento de R$ 2 bilhões, em maio de 2011, para a construção da planta de celulose da Eldorado. O delator disse que Mantega 'interveio junto a Luciano Coutinho (então presidente do BNDES) para que o negócio saísse'.

O empresário declarou que depositou, 'a pedido de Mantega', por conta desse negócio, crédito de US$ 30 milhões em nova conta no exterior, "O depoente, nesse momento, já sabia que esse valor se destinava a Dilma; que os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef; que esses saldos somavam, em 2014, cerca de US$ 150 milhões."

Em outra ocasião, em novembro de 2014, Joesley disse que 'depois de receber solicitações insistentes para o pagamento de R$ 30 milhões para Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais, veiculadas por Edinho Silva (tesoureiro da campanha de Dilma em 2014), e de receber de Guido Mantega a informação de que "isso é com ela", solicitou audiência com Dilma'.

"Dilma recebeu o depoente no Palácio do Planalto; que o depoente relatou, então, que o governador eleito de MG, Fernando Pimentel, estava solicitando, por intermédio de Edinho Silva, R$ 30 milhões, mas que, atendida essa solicitação, o saldo das duas contas se esgotaria; que Dilma confirmou a necessidade e pediu que o depoente procurasse Pimentel", narrou aos investigadores.

A convocação de Joesley para o novo depoimento tem por objetivo arrancar alguma prova do empresário sobre seus relatos envolvendo os esquemas de corrupção que manteve com Lula e Dilma. Esta seria a única alternativa para preservar o acordo de delação premiadíssima. Os benefícios colhidos pelo Grupo JBS com o acordo foram desproporcionalmente maiores que os benefícios para a Justiça, no sentido de elucidar crimes que praticamente toda a população do país tem consciência de que foram efetivamente cometidos, notadamente o favorecimento dos governos do PT ao grupo empresarial que viu seu valor de mercado saltar de R$ 1.9 bilhões para R$ 170 bilhões durante os governos de Lula e Dilma.

As coisas vão se complicando para Janot e Joesley. Em seu depoimento à PF, Eduardo Cunha, o principal trunfo dos dois para acusar Temer, negou ter negociado seu silêncio com Joesley Batista e inocentou o presidente de todas as acusações. Para dizer isso à PF, Cunha deve ter certeza do que diz ou ter garantias de que não há nenhuma prova que o incrimine. Isso preocupou Janot e Fachin. Nesta mesma tarde, a PF ouve Lúcio Bolonha Funaro, outra peça chave da denúncia que Janot pretendia apresentar contra Temer. Ao que tudo indica, o depoimento de Funaro deve sair em conformidade com o depoimento de Eduardo Cunha.

Neste cenário, a única alternativa que restará para Janot fechar sua passagem com chave de ouro e de Joesley salvar seu acordo de delação dos sonhos será a prisão de seus padrinhos, notadamente, Lula e Dilma.
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