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Coisa de moleque. Após ser pego na mentira por Sérgio Moro, Zanin, o advogado de Lula, acusa o juiz de espioná-lo



O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, foi pego na mentira ao encaminhar uma petição ao petição ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região alegando que não teve acesso ao depoimento depoimentos Emílio Odebrecht, presidente do Conselho da Odebrecht, e de Alexandrino Alencar, ex-executivo da empreiteira, prestados da última segunda-feira (5) em função de acordo de delação premiada. Na petição, Zanin  solicitava que os depoimentos fossem excluídos dos autos do processo.

A trapalhada de Zanin na base do SC (se colar) acabou custando caro para o próprio Lula. O desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4, determinou que fossem realizadas novas oitivas com as testemunhas, o que acabou ampliando o desgaste do cliente de Zanin na Lava Jato.

Logo em seguida, o juiz Sérgio Moro informou TRF-4 que o advogado de Lula teve acesso sim aos depoimentos, pois sua assinatura digital nos arquivos da Justiça Federal deixaram rastros. De acordo com os registros, Zanin acessou os arquivos em duas datas anteriores ao dia das oitivas com as testemunhas e teve amplo acesso ao teor das delações que seriam analisadas nos novos depoimentos de Emílio Odebrecht e de Alexandrino Alencar. Os vídeos das delações de Emílio e Alencar foram incluídos no processo em 31 de maio pelo MPF (Ministério Público Federal), segundo o Justiça Federal.

Para sustentar seu argumento, Moro apontou que o advogado teria acessado os arquivos na mesma data e em 1º de junho. "Salvo melhor explicação, os fatos afirmados na impetração pelos advogados, de que a Defesa teria sido surpreendida em 5 de junho, não são lamentavelmente verdadeiros", disse Moro ao desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4.

Inconformado por ter sido pego em flagrante numa mentira deslavada,  Cristiano Zanin  apresentou uma petição ao TRF-4, na qual pede que seja examinada a conduta de Moro no episódio.

Para piorar a situação, o advogado de Lula agora nega que ele tenha acessado os documentos. "Qualquer eventual acesso anterior, além de não ter sido realizado pessoalmente por este advogado, não tem valor legal de intimação", escreveu na petição à segunda instância. O advogado alega que a defesa de Lula não foi informada formalmente sobre a inclusão dos depoimentos no processo.

O advogado de Lula defende-se citando a audiência de segunda-feira, em que Moro mencionou a inclusão dos vídeos no processo. Esta, segundo Zanin, foi a primeira vez em que soube que as delações foram juntadas ao processo.

O fato de Moro ter citado o acesso pela defesa de Lula aos documentos irritou Zanin, que qualificou o ato como uma demonstração de "indevida devassa de dados de navegação digital realizados por advogados ou membros de escritório de advocacia aos autos do citado processo".

Zanin afirma que mesmo que tenha acessado os arquivos, isto não significa uma intimação ou ciência nos termos da lei. O advogado de Lula ainda acusa Sérgio Moro de "uma reprovável espionagem de atos realizados por advogados e escritórios de advocacia"


Zanin reconhece que foi exposto ao ridículo ao ser pego em uma mentira deslavada e alega que Moro faz uma "devassa de advogados, [com] presunções sem amparo legal, resultando em um descabido espetáculo midiático com o fim de expor indevidamente a defesa".

Em nota divulgada antes da petição, o juiz Sério Moro negou ter espionado os defensores de Lula. "Esclareça-se que não houve qualquer 'espionagem' a escritório de advocacia, mas mera verificação dos acessos ao processo eletrônico da Justiça Federal".

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