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Chora PT. Moro concede alvará de soltura para Vaccari, mas mantém ex-tesoureiro do PT preso em Curitiba.



Os integrantes do PT fizeram a maior festa esta semana após a notícia de que o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, um dos que figuram na galeria de heróis da legenda ao lado do ex-ministro José Dirceu, foi absolvido em um processo na Lava Jato.

A expectativa entre os dirigentes do PT era a de que Vaccari, assim como Dirceu, ganharia a liberdade em poucos dias. Mas o juiz federal Sérgio Moro resolveu acabar com a alegria dos petistas. O magistrado até que concedeu liberdade ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto nesta quarta-feira, 28, mas informou que o ex-tesoureiro petista vai continuar preso porque tem contra si outro mandado de prisão na Operação Lava Jato.

Moro acatou o julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que, na terça-feira, 27, que absolveu o ex-tesoureiro da condenação de 15 anos e 4 meses imposta a ele na 1ª instância, por Moro.

Em despacho, Moro determina “à autoridade policial que, ao ser-lhe apresentado o presente alvará de soltura, indo por ele assinado, proceda à baixa do mandado de prisão número n.º 700000566665, expedido nos autos de Pedido de Prisão Preventiva nº 5012323-27.2015.404.7000/PR”.

Vaccari está preso desde abril de 2015, acusado pela força-tarefa do Ministério Público Federal dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O petista seria o arrecadador de propinas do PT no esquema de corrupção instalado na Petrobras entre 2004 e 2014.

Vaccari foi condenado por Moro em cinco ações criminais. As penas somavam 45 anos e 6 meses de prisão. A decisão do TRF4, que absolveu Vaccari em um dos processos e o livrou da pena de 15 anos e 4 meses, reduz o tempo de cadeia do ex-tesoureiro para 30 anos e 2 meses.

Ao dar baixa no primeiro mandado de prisão de Vaccari, recolhido no Complexo Médico-Penal de Pinhais, região metropolitana de Curitiba, o juiz Moro fez um alerta.

“Observação: O acusado cumpre o mandado de prisão n.º 700002932303, expedido no bojo da Ação Penal n.º 5013405-59.2016.4.04.7000, motivo pelo qual não deve ser colocado em liberdade”, afirmou.

“Evidentemente, se for o caso, caberá ao TRF4 estender ou não os efeitos da revogação da preventiva ao outro processo.”
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