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Brasil não terá eleições livres e democráticas após a queda de Temer. Donos do país já traçaram seus planos



Quem acompanha de perto o cenário político nacional ao longo dos últimos cinquenta anos sabe perfeitamente que jamais se viu na história do país uma tentativa tão agressiva e prematura de derrubar um governo. Embora o presidente Michel Temer deva ser investigado, seja com gravações clandestinas ou não, colocar o carro na frente dos bois e exigir sua renúncia antes mesmo que as investigações sejam concluídas é algo que não incomoda em nada aqueles que fazem parte desta iniciativa.

O mais assustador em tudo isso é a quantidade de forças políticas, empresariais, meios de comunicação e até mesmo de setores do judiciário que se empenharam em derrubar o presidente. Outro fato aterrorizante é constatar que estes grupos, incluindo ai a Rede Globo, ainda não tiveram coragem de apontar quem seria o escolhido para suceder Temer, via eleição indireta na Câmara dos Deputados.

Os grupos interessados em tomar o poder do Estado apostaram alto na renúncia de Temer. Fiando-se em seus baixíssimos índices de aprovação popular, promoveram ataques coordenados que tiveram origem em uma "ação controlada" para tentar obter diálogos comprometedores a partir de uma gravação clandestina realizada pelo criminoso confesso Joesley Batista, o dono do Grupo JBS-Friboi que se agigantou durante os governos de Lula e Dilma. 

A "ação controlada" foi engendrada pelo próprio Joesley Batista e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dentro do prédio da PGR. Logo em seguida, de posse da tal gravação comprometedora, foi a vez da Rede Globo e de forças políticas promoverem um ataque maciço contra o governo, numa clara "ação coordenada e simultânea" com os criminosos da JBS e a PGR. A Globo e outros meios de comunicação mobilizaram todo seu aparato e colocaram seus empregados para exigir a renúncia imediata de Temer, antes da conclusão de qualquer investigação. Imaginaram que Temer no contrapé e que ele não teria outra saída, diante de um ataque tão devastador. 

Nenhum meio de comunicação do país chamou a atenção para a gravidade da situação, sobre os riscos que ela representava e recomendou cautela até que as investigações evoluíssem. Logo após ter divulgado uma transcrição falsa sobre o teor da gravação feita por Joesley Batista, o Globo publicou um duro editorial exigindo a renúncia de Temer. Movimentos sociais e sindicais controlados pelo PT organizaram um ato de vandalismo em Brasília, incendiaram a Esplanada dos Ministérios e tentaram invadir o Palácio do Planalto. O então ministro da Justiça, Osmar Seraglio, a quem caberia convocar a Força Nacional, simplesmente desapareceu e desligou seus telefones. O governo do Distrito Federal enviou um pequeno efetivo de policiais militares para o local, mas claramente insuficiente para conter os vândalos que a Globo insistia em chamar de manifestantes.

Estes fatos obrigaram o presidente da República assinar um decreto autorizando o uso das Forças Armadas para proteger o patrimônio Público. A Globo e todos os que participaram da clara tentativa de golpe também criticaram a decisão emergencial de Temer.

O que se observou em meio ao caos implantado no país com o vazamento de informações privilegiadas sobre o acordo de delação que era para ter sido mantido em sigilo pela PGR foi que o plano não saiu conforme era planejado. Temer não renunciou. Além de subestimar a resistência de Temer, os autores da façanha contavam com outro elemento crucial para o êxito do golpe: a população. 

Mesmo diante das insistentes convocações dos empregados da Globo, artistas e jornalistas, para que a população fosse para as ruas exigir a renúncia do presidente, a sociedade não quis se misturar aos vândalos do PT, MST, CUT, UNE e outros grupos vermelhos. A população preferiu ficar em casa, aguardando o surgimento de provas contundentes e comprometedoras contra o presidente. A sociedade não se permitiu convencer por forças que já não possuem boa reputação e preferiu aguardar a Justiça. Embora esta tenha sido uma dura lição para os golpistas e conspiradores que tentaram pegar a todos de surpresa para derrubar um presidente antes da conclusão das devidas investigações, eles ainda não desistiram. 

O fato é que mais uma vez, o Brasil não terá eleições democráticas em 2018, caso Temer caia, seja através da comprovação de seu envolvimento nos crimes que é acusado ou por enfraquecimento do governo após os sucessivos ataques de que foi alvo. 

Os grupos que tentaram derrubar o governo não se arriscariam a ir tão longe sem que tivessem um sucessor prontinho guardado no bolso. É justamente neste ponto que a democracia acaba e as eleições livres de 2018 morrem prematuramente, assim como foi a tentativa de derrubar Temer antes de qualquer conclusão legal. O que vai determinar a queda de Temer a se desenrolar apenas a partir de agora. A Justiça PGR deve se decidir se denuncia ou não o presidente ao STF, com base nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. Caso fique comprovado que cometeu crimes, Temer deve sim sair do governo, seja através da renúncia ou de um processo de cassação de seu mandato.

Neste cenário, o sucessor de Temer escolhido pelos autores da tentativa de golpe terá seu nome ratificado por um Congresso podre e corrompido. Logo que assumir, o novo presidente do Brasil, que o Brasil não escolheu, passará a dispor de toda a máquina pública, do apoio de todos os meios de comunicação e de praticamente todos os partidos corruptos para dar início a mais uma grande farsa na política nacional. Nos primeiros dias de governo, o novo presidente irá se vangloriar de todas as conquistas econômicas obtidas por Temer, como a redução da inflação, dos juros e até a geração de novos empregos com carteira assinada, como tem sido observado ao longo dos últimos três meses. 

O "escolhido" pelos que tentaram derrubar o governo será endeusado na imprensa ao longo dos próximos meses e será efetivamente candidato nas eleições de 2018. Antes disso, ampliará programas sociais, aumentará salários de servidores para poder contar com a máquina pública nas eleições, vai liberar verbas para parlamentares para obter apoio dos partidos, enfim. Fará tudo como manda o figurino. 

Será o candidato à Presidência com maiores chances de vencer a eleição, pois disputará com figuras cansadas e combalidas do cenário político nacional, como Ciro Gomes e Marina Silva. Atenderá ainda aos propósitos dos articuladores do golpe de impedir que um Bolsonaro ou um outsider qualquer vença as eleições. Mais uma vez, o povo será manipulado a colocar na Presidência um "escolhido" pelos mesmos grupos que dominam a política nacional há mais de 50 anos. Para piorar, a maioria dos candidatos que disputarão as próximas eleições sabem de tudo isso e esmolam apoio secundário dos donos do país. A democracia brasileira continuará sendo uma piada para Inglês ver. E rir.


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