\imprensa Viva
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Apenas 15 meses das eleições presidenciais. Nenhum nome de peso, nenhum pensamento novo, nenhum partido confiável



O Brasil atravessa uma de suas maiores crises políticas das últimas décadas. Desde a redemocratização do país ao final dos anos 80, a classe política não conseguiu formar representantes confiáveis, alinhados com as vocações da nação e com os anseios da sociedade de modo geral.

O quadro de deterioração da confiança da população ocorre justamente em virtude da má qualidade, e das más intenções, dos políticos que os partidos agrupam e das opções que estes partidos oferecem aos eleitores durante as eleições. Não há como culpar o eleitor por votar em péssimos candidatos, quando os dirigentes dos partidos lançam candidatos apenas pelo critério de capacidade financeira ou popularidade, em detrimento do grau de comprometimento com as questões essenciais do ponto de vista social, econômico e cultural.

A prova de que as classes políticas atuam de acordo com interesses diversos daqueles mais urgentes da sociedade está no fato de que os maiores rincões de pobreza do país encontram-se exatamente do mesmo jeito há décadas. Os parques industriais sucateados, a decadência de prédios públicos, como escolas, hospitais, praças e outros serviços essenciais é uma triste ralidade da negligência absoluta dos políticos brasileiros.

O Estado não produz um cotonete, mas gasta o dinheiro do contribuinte da forma que bem entende, premiando grupos organizados com o dinheiro do povo. Os altos salários do funcionalismo, os incentivos indecentes concedidos a setores que geram poucas vagas no mercado de trabalho e a generosidade excessiva com aliados é algo que faz parte da cultura política do país. O povo e suas necessidades só são lembradas em épocas de eleições.

Os políticos brasileiros passaram a se promover através da crítica aos adversários. A cultura do ódio implantada por partidos de esquerda no país acabou sendo incorporada por todos os partidos e isso só serve para mascarar a falta de propostas concretas para vencer os desafios que o Brasil enfrenta há décadas, como a questão da violência, do baixo nível da educação e da péssima qualidade dos serviços públicos nas áreas da saúde, segurança e infraestrutura.

Entre os atuais candidatos, apenas propostas eleitoreiras, como acabar com a violência, gerar empregos ou concluir obrar inacabadas. As propostas de governo são elaboradas às pressas somente na vésperas das eleições, muitas vezes meras cópias de estudos já publicados. 
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