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Advogado de Rocha Loures afirma que Temer foi vítima de armadilha de Joesley Batista



O mundo do procurador-geral da República, Rodrigo Janot acaba de desabar em sua cabeça. O sonho de se tornar um herói da nação e fechar sua passagem pela PGR com chave de ouro está se tornando um pesadelo, e Janot, um grande vilão da história do país.

A ideia de derrubar um presidente da República com base em um controverso acordo de delação premiadíssima com os criminosos da JBS acabou fracassando. Temer não renunciou como muitos imaginavam, sua base aliada não o abandonou, como muitos torciam e o TSE não cassou seu mandato, apesar de tanta pressão vinda de todos os lugares. 

Janot assiste desesperado seu plano mirabolante se desintegrando e todos os ardis usados por Janot vão caindo por terra. A gravação usada para tentar derrubar o presidente é uma piada pelo fato de não conter o teor insinuado por Janot ou qualquer outro diálogo conclusivo que incrimine Temer. 
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-deputado Eduardo Cunha removeu o outro tripé da acusação de Janot e negou todas as acusações feitas por Joesley Batista e abraçadas como verdade absoluta pelo procurador que se despede do cargo em setembro, em seu desespero para brilhar no roll dos grandes nomes da Justiça brasileira, ao lado do mito Sérgio Moro. 

Para derrubar toda a tese construída a toque de caixa pela PGR, faltava apenas as suspeitas que pairavam sobre o envolvimento de Temer com o dinheiro recebido por seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. 


O golpe de misericórdia nas pretensões de Janot, da Globo e do site O Antagonista partiu justamente do advogado Cezar Bitencourt, que representa o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, o famoso homem da mala com R$ 500 mil.

A defesa do próprio Rocha Loures já sinalizou que seu cliente caiu sozinho numa armadilha montada pela PGR para incriminar Temer.  Cezar Bitencourt não precisava ser mais claro ao atribuir o ato de Rocha Loures como um fato isolado, fruto da ganância e corrupção do ex-assessor de Temer. 

Bitencourt  classificou de “pega-ratão” (prova onde as respostas entre as alternativas tem quase o mesmo sentido dificultando encontrar a alternativa correta) a ação controlada que culminou com a prisão do seu cliente e o indiciamento do presidente Michel Temer. A análise consta do agravo encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

De acordo com Bitencourt, foi posta em prática contra Temer e o ex-deputado uma “armadilha travestida de ação controlada” ou um “flagrante provocado”. Ele se refere especialmente à gravação da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista e à filmagem de Rocha Loures correndo com uma mala recheada de propina.

“Joesley Batista, falante e inescrupuloso, agindo de má-fé, criou uma armadilha, uma situação ardilosa, uma espécie de ‘pega-ratão’ para o presidente que, surpreendido com a desfaçatez e desenvoltura do maior corruptor desse país – regiamente premiado pelo Ministério Público – ficou incrédulo, meio sem alternativa e sem saber o que fazer”, argumenta o advogado.

Segundo ele, o “flagrante provocado” contra Temer “não passa de um crime de ensaio”. Bitencourt teoriza, no entanto, que nesse tipo de situação os policiais provocam o cometimento do crime por alguém que “sabe ser autor de vários crimes”. “Isso é uma representação teatral”, afirmou o advogado de Rocha Loures, que deve assumir que acreditou que Joesley estava lhe propondo uma mesada milionária, garantindo que Temer jamais saberia de nada, apenas para incriminar o presidente com um flagrante armado. 

De fato, Temer não agiu como se algo devesse durante todo este episódio. Retirou o ministro da Justiça, Osmar Serraglio e lhe ofereceu como única alternativa a pasta da Transparência, onde ele era odiado pelos servidores. Temer praticamente empurrou Serraglio de volta para a Câmara dos Deputados, o que retirou o foro privilegiado de Rocha Loures, que era seu suplente. Na prática, Temer jogou o ex-assessor no colo de Janot e Fachin.

Em outra frente, Temer foi ainda mais implacável e impôs uma sequência interminável de punições e prejuízos bilionários ao criminoso confesso Joesley Batista. Temer se reuniu com o presidente da Petrobras e desta reunião, ficou decidida a extinção do fornecimento de gás para uma termelétrica da JBS. Temer se reuniu com a direção da Caixa Econômica, que suspendeu uma linha de crédito de R$ 9 bilhões da JBS. Logo em seguida, o governo aumentou o teto da multa por crimes financeiros aplicada pela Comissão de Valores Mobiliários, CVM, de R$ 500 mil para R$ 500 milhões. A JBS é alvo de oito inquéritos na CVM, acusada de cometer crimes financeiros usando informações privilegiadas sobre o próprio acordo de delação. O comportamento de Temer definitivamente não é o de alguém que deva alguma coisa aos irmãos Batista. 

Por mais que seja duro admitir, Janot, a Globo, o site O antagonista acabaram saindo de toda esta trama como golpistas medíocres que confiaram em dois fatores imponderáveis: seu poder de influenciar a sociedade e o baixíssimo grau de aprovação popular de Temer. Ao que tudo indica, o imponderável foi bastante cruel com essa gente. Ninguém acreditou na Globo e no site O Antagonista e a sociedade não atendeu aos apelos para ir para a rua pedir o fora Temer. Apenas uns poucos mortadelas e vândalos seguiram as instruções dos golpistas. 


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