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Açougueiro tentou sacrificar um boi para proteger sua boiada. Globo serviu de abatedouro



O presidente Michel Temer foi bastante enérgico ao rebater a acusação do criminoso confesso Joesley Batista de que ele seria o líder da "maior organização criminosa do País". Em uma nota dura e ácida, Temer demonstrou as evidências de que os ataques perpetrados pela Globo e outros veículos da imprensa por meio da entrevista do sócio do Grupo JBS foram planejadas apenas para desgastar o governo, mas completamente anêmicas de fatos.

Além de rebater as acusações frívolas e que se tornaram piada na internet, Temer decidiu entrar com uma ação reparatória contra Joesley Batista. O presidente pretende comprovar na Justiça que o empresário o caluniou de forma irresponsável, visando prejudicar não apenas ele, mas o país como um todo.

Para o presidente e seus auxiliares é "inadmissível" que um "criminoso" que certamente pegaria "centenas de anos" de prisão pelas "pilhagens" cometidas durante os governos de Lula e Dilma, justamente aqueles que foram cúmplices de um vergonho esquema de recursos públicos que permitiram que a Friboi se transformasse no gigante JBS, serem poupados. , sem ser "poupado" e "protegido" pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

A entrevista de Joesley está repleta de contradições. Entre elas, a que afirma que Temer não tinha o menor pudor em lhe pedir propina. No teor da gravação feita pelo criminoso confesso no entanto, nota-se a total falta de "intimidade" com Temer para falar abertamente sobre propina, ao contrário de seu depoimento na PGR, quando usou o termo nada menos que 258 vezes. De fato, o termo propina parece mesmo fazer parte do vocabulário limitado de Joesley, que tentou durante 40 minutos de gravação arrancar alguma declaração comprometedora de Temer, sem sucesso.

Em outro ponto, Joesley admite que conheceu Temer apenas em 2010, ano do fim do último mandato do ex-presidente Lula. Antes de conhecer Temer, Joesley já havia conseguido transformar a pequena Friboi no Gigante JBS com a ajuda de Lula e de seus ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci, que eram encarregados de "resolver" as coisas no BNDES.

Mais adiante, Joesley afirma que logo que conhece Temer, o então pré-candidato a vice-presidente de Dilma foi logo lhe oferecendo seu telefone. Fosse assim, por que razão Joesley teve tantas dificuldades para agendar o encontro com o presidente no Palácio do Jaburú? Precisava ligar insistentemente para o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures para ver se conseguia agendar um segundo encontro, conforme relatou o próprio Joesley em seu acordo de delação.

Em outra contradição embaraçosa até mesmo para o procurador Rodrigo Janot, Joesley afirma na entrevista que 'nunca tratou de assuntos não republicanos com Lula', mas em sua delação, o açougueiro confirmou que falou diretamente com Lula sobre a conta que mantinha para ele na Suíça e alertou que todos os recursos estavam sendo usados na campanha da ex-presidente Dilma. Joesley também confirmou em seu depoimento que teve a mesma conversa com Dilma, pois temia que alguém no PT estivesse roubando o dinheiro que era destinado a Lula.

Apesar da dureza na nota sobre a vergonhosa entrevista publicada pela revista Época, Temer manteve a elegância e o respeito pelas instituições do país e preferiu não citar explicitamente o nome do procurador Rodrigo Janot.

Segundo Temer, a maior prova das mentiras de Joesley é a própria gravação feita sorrateiramente pelo empresário.  Segundo interlocutores do governo, na gravação é perfeitamente possível compreender que Joesley faz inúmeros pedidos a Temer, que não foram atendidos, e o presidente apenas ouve.

O presidente lembrou ainda o cinismo de Joesley na entrevista, que chegou a se dizer vítima da quadrilha supostamente liderada por Temer. Não há como dar credibilidade a um bandido que usa informações privilegiadas sobre a própria delação para promover o caos no mercado financeiro, com a ajuda providencial da Globo, e lucrar bilhões com a compra de dólares na véspera da publicação sobre o vazamento da transcrição falsa da gravação.  Neste ponto, Temer dá uma dura estocada na própria PGR. Uma das principais cláusulas de qualquer acordo de delação diz respeito ao compromisso do beneficiário de acordos com a Justiça de não voltar a cometer crimes após celebrar um acordo de redução de pena.

Joesley tratou Janot como um nada e logo que saiu da PGR com seu belo acordo debaixo do braço, voltou a delinquir e cometer crimes contra o sistema financeiro nacional e o mercado. O grupo JBS reconheceu que especulou durante a crise e lucrou mais de R$ 1 bilhão apenas no dia do vazamento da Globo.

Embora Temer tenha evitado citar diretamente o PT, preferindo usar a expressão "governos anteriores" o presidente não escondeu a sua indignação com o fato de Janot ter simplesmente ignorado a origem de todos os crimes da JBS, poupando claramente os governos petistas, verdadeiros cúmplices do esquemas criminosos de Joesley.  Temer e seus interlocutores lembram que foi o PT quem "criou e alimentou o monstro" e agora, permanecem "protegidos impunemente" por Janot e todo o Ministério Público.

O governo está convencido também que o adiamento da apresentação da denúncia contra ele é para provocar mais desgastes a Temer. O adiamento do oferecimento da denúncia do dia 16 para o dia 20 e agora para depois do dia 26, esconde propósitos nada nobres por parte do procurador. 
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