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Acordo de delação da JBS é caso de cadeia. Para Janot e Joesley. Muita treta e nenhum resultado prático



O criminoso confesso Joesley Batista, um dos donos da JBS, foi apontado pelo próprio Ministério Público Federal como líder de organização criminosa. A lei de delação premiada proíbe que sejam celebrados acordos com líder de organização criminosa.

Está mais do que claro que o empresário Joesley Batista era o líder de uma organização criminosa que se originou a partir dos esquemas de corrupção mantidos entre o líder de outra organização criminosa, no caso o ex-presidente Lula.

Com o poderio financeiro adquirido através dos esquemas de corrupção com Lula, Joesley ganhou fôlego e passou a atuar como uma organização criminosa independente. Tanto é que expandiu sua esfera de influência, através da compra de apoio político, para outros partidos, deixando de ser dependente da organização criminosa PT.

O próprio Joesley confirmou que comandou a compra de políticos em todo o país e agiu para aprovar projetos de seu interesse de forma totalmente independente do junto a governos estaduais, prefeitura, senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.

Não resta dúvida de que Joesley Batista era o chefe de uma arrojada organização criminosa independente e que mesmo após a queda do PT do governo, continuou a atuar nos bastidores da política e do judiciário para obter vantagens ilícitas até conseguir um acordo de delação premiadíssima.

A lei que baliza a colaboração premiada permite que o Ministério Público deixe de oferecer denúncia em duas situações: se o delator não for o líder da organização criminosa e se for o primeiro do esquema a fechar acordo.

Mas procuradores da PRR-3 (Procuradoria Regional da República da 3ª Região), em São Paulo, de fato escreveram que Joesley liderou esquema de corrupção.

Em 5 de junho, ao oferecer denúncia contra o procurador Ângelo Villela e o advogado Willer Tomaz, os investigadores afirmaram, em nota de rodapé, que o empresário e o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis, "a despeito de figuraram [sic] como líderes da organização criminosa que capitaneava o grupo J&F, não serão denunciados nos presentes autos por força dos acordos de colaboração premiada firmados com a Procuradoria-Geral da República e homologados no Supremo Tribunal Federal)".

Independente do fato do procurador-geral da República ter firmado um acordo de delação como um chefe de organização criminosa, e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edosn Fachin ter homologado tal acordo, o Brasil ainda tinha a esperança que os criminosos colaborassem com a Justiça provas robustas contra grandes figuras da política nacional. Mas não foi isso que se observou até o momento. Lula, Dilma e Guido Mantega estão soltos, não foram alvo sequer de intimações, busca e apreensão em seus endereços, quebra de sigilos de contas, de ligações, nada.

Os flagrantes forjados por Janot em parceria como o criminoso Joesley não serviram para nada, já que não conseguiram produzir provas contundentes contra Temer. Apenas o inexpressivo Rodrigo Rocha Loures foi preso até o momento. Até mesmo no caso do senador Aécio Neves, onde ficou comprovado que ele recebeu dinheiro de Joesley Batista, deixaram uma lacuna enorme em relação ao que seria a contrapartida pelo dinheiro recebido pelo senador, que acabou recuperando seu mandato e não passou um dia sequer na prisão.

O único trouxa nesta história toda tem sido o brasileiro, que foi duramente afetado pelo caos provocado pelo acordo que prometia mundos e fundos, mas que apenas os próprios criminosos saíram lucrando com o perdão eterno por seus crimes e ainda lucraram especulando no mercado financeiro.

O acordo vergonhoso firmado por Janot com o açougueiro chefe da organização criminosa e homologado pelo ministro do STF, Edson Fachin, ainda manchou o nome da Lava Jato, pois tentaram misturar a lambança que fizeram em Brasília com o brilhante trabalho realizado pela força-tarefa baseada em Curitiba.

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