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Temer na Presidência até 2018? O que deve prevalecer? Ideologias, interesses financeiros ou a política e o Brasil?



A permanência de Michel Temer na Presidência da República passou a ser questionada após o controverso episódio em que a Rede Globo promoveu um vazamento articulado pelo empresário Joesley Batista de uma transcrição falsa de uma conversa que gravou com o presidente no mês de março no Palácio do Jaburu.

O Grupo JBS admitiu que lucrou R$ 1 bilhão com a compra de dólares na véspera do vazamento orquestrado pelo colunista Lauro Jardim, do O GLOBO e a notícia falsa foi fartamente explorada pela Rede Globo, inclusive com plantão do Jornal Nacional, e por sites como O Antagonista, controlado pelos especuladores picaretas da Consultoria Empiricus, famosa por enganar consumidores oferecendo planos milagrosos de investimentos.

Autorizados pela ganância da Procuradoria-geral da República em firmar um acordo suspeito com o Grupo JBS, a Globo e o Antagonista passaram a pedir a renúncia imediata de Temer com base na divulgação criminosa de informações falsas sobre o teor da gravação. Na outra ponta, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, demorou um dia inteiro para levantar o sigilo da gravação, enquanto o país mergulhava no caos político, a bolsa registrava perdas de R$ 219 bilhões e a cotação do dólar explodia.

Os distintos meios de comunicação, intimamente ligados a especuladores de mercado e ao próprio Joesley Batista, dono da Friboi, apostaram na fragilidade de Temer, com seus baixíssimos índices de aprovação popular e acreditaram que conseguiriam derrubar um presidente da noite para o dia. O golpe midiático contava com um ingrediente imponderável: a adesão da população na temerária aventura de derrubar um presidente após um longo período de recuperação da economia.

A Globo colocou todos seus empregados para pedir a renúncia de Temer, acreditando que conseguiria convencer a população a ir para as ruas pedir a saída do presidente. A Globo imaginava que neste cenário, a base aliada do governo abandonaria Temer, que não teria mais qualquer condição de governar o país.

O problema é que Temer resistiu e frustrou os planos pretensiosos da Globo, do Antagonista, dos sindicalistas e da esquerda brasileira. O povo também não embarcou na manobra suja dos meios de comunicação que tentaram usar uma transcrição falsa de uma gravação inconclusiva. Naquela mesma noite, Temer convocou a rede nacional para comunicar que não renunciaria e que tinha convicção de que não havia efetivamente cometido nenhum crime. Apenas os sindicalistas, petistas e ativistas de esquerda foram para as ruas em números inexpressivos. O caso mais emblemático aconteceu justamente em Brasília, quando vândalos e terroristas tentaram incendiar a Esplanada dos Ministérios e invadir o Palácio do Planalto para aplicar um golpe de Estado.

Temer foi duro e surpreendeu todos aqueles que o consideravam frágil. Temer decepcionou a todos que participaram da trama para derrubá-lo e resistiu. Consegui manter sua base aliada e praticamente todo seu ministério. Temer ainda puniu seu ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que simplesmente desapareceu no dia em que vândalos tentaram incendiar Brasília. Coube ao ministro da Defesa, Raul Jungmann comunicar a decisão de Temer em convocar o exército para conter os atos de vandalismo na capital federal. Para o lugar de Serraglio, Temer convocou o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral e da Transparência, Torquato Jardim.

A decisão política de Temer em indicar  Serraglio para assumir o ministério da Transparência também demonstra sua habilidade em contornar embaraços. A pasta é refratária a nomes citados em esquemas de corrupção e Serraglio  sabia que não seria bem vindo no ministério. Insinuar que Temer não previa isto é pura demonstração de má fé. O atual presidente já comprovou sua habilidade em "manusear" uma um Congresso corrompido para promover as reformas mais urgentes para o país e conseguiu avançar mais de todos os ex-presidentes ao longo dos últimos vinte anos em termos de aprovação de projetos espinhosos, como o estabelecimento do teto para os gastos públicos, avança com a reforma trabalhista e luta para aprovar uma reforma previdenciária mais longeva.

A questão envolvendo a permanência ou não de Temer na Presidência até 2018 deve ser analisada sob o ponto de vista político e em que isso favorece o país. ´Como autêntico peemedebista, Temer não agrada nem a direita nem a esquerda. É fato que ninguém no Brasil ou no Congresso morre de amor por Temer e ele sabe muito bem disso. Mas não há como ignorar suas habilidades e seus êxitos em conduzir a transição política do país até as próximas eleições.

A tentativa de golpe midiático previa a substituição imediata de Temer, caso ele renunciasse, pelo atua ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, amigo de Lula e de Joesley Batista.  Meirelles foi presidente do Banco Central do governo Lula entre 2003 e 2011. De lá, assumiu o cargo de presidente do Conselho da JBS, onde permaneceu até 2016. Aos olhos do mercado e daqueles que promoveram a tentativa de golpe, seria o nome perfeito para concorrer à uma eleição indireta no Congresso.

O outro nome também tem origens nos governos Lula e FHC. Nelson Jobim é sócio do empresário André Esteves, do banco BTG/Pactual. O banqueiro é alvo de um inquérito ao lado de Lula, acusado de participação em crime de obstrução de Justiça, no episódio da tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró e obstruir as investigações da Lava Jato. O fato é que, para qualquer um que assumisse o país a partir deste ponto, teria uma tarefa bem mais fácil pela frente, ao contrário de Temer, que assumiu o comando do país no auge da pior crise econômica e política desde a grande depressão dos anos de 1930. A recuperação da economia foi comprovada pelo IBGE, que divulgou crescimento da economia do país em 1% no último trimestre, mas a Globo tentou minimizar o fato do Brasil ter apresentado o primeiro aumento do PIB em oito trimestres e reclamou do corte de gastos do governo em 1.3 pontos percentuais. A contradição está justamente ai: o Brasil cresceu 1% mesmo considerando o corte de despesas da União, indutor artificial da economia na era petista. Isto é um feito extraordinário e uma grande conquista de Temer em apenas 1 ano de governo.

O desejo de ocupar a Presidência no lugar de Temer esconde o desejo de herdar suas conquista e se cacifar para disputar as eleições de 2018. Neste aspecto, a cabeça de Temer vale ouro para muitos que jamais teriam qualquer chance de se tornar presidente da República. Derrubar o presidente agora é uma oportunidade histórica para muita gente.

O mercado e os investidores reconhecem que não são capazes de influenciar a vida política de um país. Mas por uma questão de mera excelência, anseiam pela previsibilidade da economia e pela estabilidade dos governos. A certeza sobre a permanência de Temer no cargo até as próximas eleições é algo mais que suficiente para acalmar os mercados e garantir o fluxo de investimentos no país. A instabilidade política pode até gerar lucros para especuladores, mas é ruim para o mercado, para o país e para a economia.

Sob o ponto de vista puramente político, onde a capacidade do governante de conduzir o país de forma minimamente razoável, Temer ainda é uma das melhores alternativas para se chegar a 2018 de forma menos traumática. Embora tenha chegado ao poder através de uma aliança com o PT e com a esquerda, Temer demonstrou ter personalidade própria logo que assumiu. Demitiu milhares de ocupantes de cargos comissionados, acabou com regalias e cortou esquemas de distribuição do dinheiro do contribuinte para diversos setores controlados pela esquerda, como os artistas que mamavam na Lei Rouanet e os jornalistas de aluguel que viviam de verbas públicas para promover as mentiras e os ladrões do PT.

Temer ainda contrariou seus detratores em outras áreas. Manteve a independência da Polícia Federal, não interferiu nos avanços da Operação Lava Jato e conseguiu se livrar, na medida do possível, de alguns membros de seu governo que caíram em desgraça por envolvimento em crimes de corrupção. Embora tenha que lidar com outros políticos denunciados, Temer sabe se descartar de membros de sua equipe e de aliados com muito mais facilidade que os ex-presidentes Lula e Dilma, que mantinham seus ministros e aliados até as últimas consequências.

Passados 20 dias da tentativa de derrubá-lo, Temer ainda tem outros desafios pela frente. O jogo político continua e o peemedebista vem demonstrando sua habilidade em contornar os desafios de forma sensata e até mesmo elegante. O importante é que ele conseguiu debelar o caos instalado no país com a tentativa de golpe da Globo, que continua tentando desestabilizar o governo com insinuações maliciosas e especulações infundadas, como a de que ele estaria tentando frear a Lava Jato.

Se Temer vai cair ou não, que seja em consequência de seus atos. Se Temer cair, que caia pela determinação correta da Justiça e da Constituição. Permitir que golpistas, oportunistas e aventureiros derrubem um presidente movidos por interesses inconfessáveis é permitir que brinquem com os destinos do país e com a vida do cidadão. O próprio Temer é reconhecido por seus adversários como um defensor ferrenho da Constituição e das Instituições. Temer já demonstrou que sabe muito bem quando o jogo termina. E quando começa.


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