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Sérgio Moro manda pedrada no STF e lembra que atividade criminosa só é interrompida com a prisão de bandidos



Há poucos dias, ex-secretário da Saúde de Sérgio Cabral, Sérgio Côrtes, foi pego em uma conversa com o o empresário Miguel Iskin, na qual combinava versões a serem apresentadas ao Ministério Público Federal. Os dois foram presos na Operação Fatura Exposta, desdobramento da Lava Jato, e denunciados por obstrução de Justiça.

Durante a conversa, Sérgio Côrte demonstrou a disposição de continuar cometendo crimes mesmo após sair da prisão: “Meu chapa, você pode tentar negociar uma coisa ligada à campanha. Pode salvar seu negócio. Podemos passar pouco tempo na cadeia… Mas nossas putarias têm que continuar”

Este é basicamente o mesmo perfil do ex-ministro José Dirceu, solto esta semana pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. A Lava Jato denunciou que, mesmo preso, Dirceu continuou a delinquir, mantendo seus esquemas de corrupção no governo Dilma da prisão.

Diante da abertura da porteira para criminosos feita pelos ministros da Segunda Turma do STF, que em apenas uma semana soltaram quatro presos da Lava Jato, o juiz Sergio Moro voltou a se pronunciar para defender a necessidade das prisões preventivas na operação.

O magistrado se valeu do despacho relativo a 40ª fase da Lava Jato, batizada de Asfixia, em que foram presas quatro pessoas, sendo duas de maneira preventiva (sem prazo determinado).

Na ordem de prisão, Moro lembrou alvos anteriores da Lava Jato e afirmou que "apenas a prisão preventiva foi capaz de encerrar as suas carreiras delitivas" –ele citou os casos dos operadores Alberto Youssef, Fernando Soares, Milton Pascowitch, entre outros.

"Em que pesem as críticas genéricas às prisões preventivas decretadas na assim denominada Operação Lavajato, cumpre reiterar que atualmente há somente sete presos provisórios sem julgamento", escreveu.

Moro sustenta que as prisões, "embora drásticas", serviram para parar a atividade do cartel das empreiteiras e "o pagamento sistemático pelas maiores empreiteiras do Brasil de propinas a agentes públicos, incluindo o desmantelamento do departamento de propinas de uma delas" –em referência à Odebrecht.
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