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O PT será completamente desmoralizado. Foi Marcelo Odebrecht que convenceu Antonio Palocci a fazer acordo de delação



A Folha acaba de divulgar que o executivo Marcelo Odebrecht convive com o ex-ministro Antonio Palocci há vários meses na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba e que foi o responsável por convencer o petista a firmar um acordo de delação premiada.

O executivo passou a ter contato mais frequente com Palocci justamente após firmar seu acordo de delação com o Ministério Público Federal, juntamente com outros 77 executivos do grupo empresarial. Este aspecto é um fator complicador para Lula, Dilma e o PT como um todo, já que a delação de Marcelo Odebrecht comprometeu profundamente os caciques petistas em seus depoimentos. O fato de ter em Palocci um interlocutor dos interesses de Lula junto a empreiteira e por ter delatado o ex-ministro, torna a situação ainda mais interessante.

Se Marcelo Odebrecht confirmou à PGR que Antonio Palocci era o "Italiano" das planilhas do banco de propina da empreiteira e disse que era o ex-ministro que administrava a conta de Lula no setor de operações estruturadas (o banco de propina), é certo que, ao concordar em firmar um acordo com o MPF, Palocci concordou em confirmar as informações prestadas pelo empreiteiro à Justiça.

Segundo a Folha, "Os dois convivem desde setembro, quando Palocci foi preso. Naquela época, Marcelo estava detido havia um ano e três meses. No início, foram mantidos em alas separadas e tinham horários de banho de sol distintos. Se esbarravam raramente, quando iam falar com advogados no parlatório. O motivo da separação, segundo integrantes da PF, era o acordo de delação que o empreiteiro negociava com procuradores, e que foi homologado em janeiro deste ano.

Semanas depois, com o acordo encaminhado, o contato passou a ser mais frequente e os dois foram colocados na mesma ala. Desde então, têm rotina em comum que inclui divisão de tarefas "domésticas", como limpeza da cela e do banheiro, além de fazerem refeições juntos.

Marcelo passou então a aconselhar o ex-ministro sobre a linha de defesa que deveria adotar, sendo cada vez mais enfático que a sua única saída seria o acordo de delação. Quando Palocci se mostrou aberto à possibilidade, Marcelo teria sugerido que tentasse colocar a PF na negociação.

O petista não só passou a negociar a delação como teve a primeira reunião com procuradores sentado à mesa juntamente com um delegado da PF, há pouco mais de um mês. Três pessoas que frequentam a carceragem de Curitiba relataram que viram o empreiteiro se dirigir a advogados do petista e afirmar que estavam prejudicando o cliente quando perguntavam a testemunhas da Odebrecht, diante do juiz Sergio Moro, se Palocci era o "italiano".

Em 20 de abril, o petista disse a Moro que estava disposto a falar nomes e operações que interessariam à Lava Jato".

O ex-presidente Lula se recusa a acreditar que seu homem de confiança tenha mesmo dado inicio as tratativas para um acordo de delação, apesar de todas as confirmações, inclusive do próprio Palocci, de que a delação é inevitável. No PT, o clima de consternação predomina quando alguém toca no assunto. Palocci será o primeiro fundador e membro do núcleo duro do partido a abir a caixa preta do PT na Lava Jato. Segundo dirigentes do partido, a delação do ex-ministro pode ter um efeito mais devastador do que a prisão de Lula.

"Lula preso pode se tornar um mártir, um símbolo de luta do partido. Já a delação de Palocci é realmente mais devastadora justamente pela credibilidade que ele sempre teve na legenda" diz um dirigente do PT.
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