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MPF comprova que Lula mentiu ao juiz Sérgio Moro sobre reuniões com diretores corruptos da Petrobras



O ex-presidente Lula mentiu durante depoimento ao juiz Sérgio Moro sobre ter mantido reuniões com diretores corruptos da Petrobras. Ao ser interrogado sobre os crimes na estatal, o petista alegou que não tinha conhecimento sobre ilegalidades da empresa e afirmou que não manteve reuniões com diretores da estatal durante seus oito anos de mandato.

Esta semana, os procuradores da Lava Jato protocolaram documentos  que comprovam que Lula mentiu sobre o tema ao juiz Sergio Moro durante seu interrogatório na última quarta (10). Esta semana, o Ministério Público Federal, anexou ao processo documentos que comprovam nada menos que 23 reuniões e viagens de Lula com diretores da estatal em seus dois mandatos, incluindo Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada –todos já condenados em processos da operação. Os procuradores informam que todos os encontros constam em agendas obtidas pelos investigadores da Lava Jato. As agendas foram fornecidas pela Petrobras e anexada ao processo em que Lula figura como réu

A MENTIRA DE LULA A SÉRGIO MORO: "Nos oito anos que eu fiquei na Presidência da República, a gente não tem reunião com a diretoria da Petrobras. Eu em oito anos tive dois momentos: quando nós descobrimos o pré-sal para discutir o plano estratégico e para decidir, sabe, que a gente não ia fazer leilão do pré-sal. Era até em uma viagem que eu ia para a Argentina", disse Lula a Moro, ao ser questionado a respeito de Duque, que ocupou a diretoria de Serviços da estatal.

As agendas fornecidas pela Petrobras aos procuradores comprovam que Lula se reuniu para discutir temas pontuais, como uma de 2008 que tem como tema "propeno na Revap" (Refinaria Henrique Lage), em São Paulo.

Lula não só se reuniu com praticamente todos os réus da Lava Jato, como também manteve reuniões com outros ex-diretores da estatal, como Graça Foster e Guilherme Estrella. Então ministra, a ex-presidente Dilma Rousseff também é listada em agendas como participante.

Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato e primeiro ex-executivo da estatal a ser preso, é o diretor que mais aparece em compromissos com o então presidente, incluindo sete agendas em que não há menção a outros participantes. Há referências, por exemplo, a "jantar em Beijing [Pequim] com Lula", em 2009, ou um encontro, no Palácio do Planalto, em 2006.

Através dos documentos anexados aos autos do processo, a Procuradoria conseguiu exibir o cordão umbilical que liga Lula a todos os esquemas de corrupção na Petrobras. Estas conexões são importantes justamente para estabelecer o vínculo entre as vantagens obtidas pelo petista juntamente com a OAS, para comprovar que as tais vantagens eram na verdade contrapartidas por negócios vantajosos da empreiteira com a estatal. Em troca dos contratos superfaturados, a OAS pagou propina ao petista, incluindo o tríplex. No documento de denúncia, o Ministério Público chama Lula de "comandante da estrutura criminosa" na companhia.

Em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, Lula disse que o mandatário não integra o "dia a dia ou mês a mês" da estatal. "Ele participa de raríssimas reuniões e eu falei de duas que participei", reafirmou Lula.

Ao anexar as agendas, em petição na segunda-feira (15), o Ministério Público Federal não deu detalhes. No dia do depoimento, Moro havia dado um prazo de cinco dias a para a inclusão de documentos no processo, que está entrando nas últimas etapas antes da sentença.

Com informações da Folha
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