\imprensa Viva
.

Moro demonstrou o quanto Lula é covarde ao questioná-lo sobre suas tentativas de intimidar autoridades e jornalistas



O juiz federal Sérgio Moro soube explorar muito bem o tempo do interrogatório do ex-presidente Lula e deixou para a parte final da oitiva algumas perguntas que serviram para demonstrar a covardia do petista. Após transcorridas três horas de audiência, Moro começou a apertar o ex-presidente sobre suas  "atitudes e informações" classificadas pelo magistrado como "bastante agressivas".

Moro deu início ao desmonte do bravateiro informando que dava início a uma sequência de esclarecimentos que julgava pertinentes: "Indo para a parte final das minhas indagações, são algumas perguntas sobre a atitudes e afirmações do senhor ex-presidente no curso desse processo."

"Senhor ex-presidente durante as investigações da Operação Lava Jato, o senhor tem efetuado afirmações bastante agressivas contra os agentes da apuração dos fatos", afirmou o juiz, que passou a descrever os supostos atos de intimidação.

"O senhor ainda promoveu ação de indenização contra uma testemunha, o senador Delcídio do Amaral Gomes, que foi julgada improcedentes; o senhor promoveu ação de indenização contra um delegado, que ainda tramita; o senhor ex-presidente promoveu ação contra um procurador da República, que ainda tramita; o senhor ex-presidente chegou até a propor ação criminal contra mim, por supostos abusos de autoridades e por unanimidade foi reputada inviável por oito desembargadores do TRF-4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região]."

Ao final, Moro quis saber: "Essas iniciativas foram mesmo de sua escolha senhor ex-presidente?"

"A recomendação é que não seja respondida a indagação", intercedeu o criminalista José Roberto Batochio, um dos quatro defensores de Lula presentes à audiência.

"O senhor, ainda que não responda, tem que dizer que não vai responder", explicou Moro, presidente da audiência que durou quase cinco horas.

"Não vou responder, doutor", acovardou-se Lula, demonstrando nervosismo.

"O senhor ex-presidente não acha que essas medidas não podem ser interpretadas como atos de intimidação contra a atuação de agentes públicos?", questionou Moro.

"Não vou responder, doutor", acovardou-se de novo o ex-presidente.

Moro não recuou em seu objetivo de demonstrar que Lula é mesmo um covarde e prosseguiu, questionando sobre os fatos. "Tem um vídeo na internet de declarações do senhor ex-presidente, em 2 do 12 [dezembro] de 2016, consta que o senhor teria afirmado referente aos agentes envolvidos na Lava Jato, abre aspas: 'preciso brigar com eles, porque alguém tem que reagir, alguém tem que reagir. Com muita humildade, se tem alguém que pode resistir à essa euforia e judiciária [...] sou eu, estou disposto a fazer o que é necessário'", leu o magistrado.

"O senhor ex-presidente pode esclarecer o que queria dizer com isso?"

"A recomendação segue sendo a mesma", interpelou o advogado de defesa. "Se o senhor não quiser responder tem que dizer aqui", voltou a dizer Moro. "Eu não vou responder, não vou responder", acovardou-se Lula novamente.

O juiz afirmou ainda que consta que "no dia que a Polícia Federal realizou sua condução coercitiva para prestar depoimento", Lula teria dito aos policiais "que seria eleito em 2018 e lembraria de todos eles". "O senhor afirmou isso para eles?"

Lula então respondeu: "Não sei se disse que lembraria de todos eles, sinceramente, sabe? Ah e também não sei se eu disse que seria eleito em 2018, porque em uma eleição você tem que perguntar... é que nem mineração, só depois da apuração é que você sabe. A verdade é que eu, eu estava...".

Moro interrompeu a resposta e quis saber: "E o senhor disse algo parecido?"

"Não, não lembro se eu disse ou não" amarelou Lula

Moro também questionou Lula sobre suas declarações de que poderia mandar prender um dia os procuradores da Lava Jato, durante discurso em um evento político.

Moro, questionou Lula sobre as falas, e o advertiu novamente. "Na semana passada, em 5 de maio de 2017, o senhor ex-presidente prestou as seguintes declarações em evento partidários e abro aspas: 'Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam'", disse. "O que o senhor quis dizer com esse tipo de declaração?", questionou o juiz.

"Eu quis dizer o seguinte. A história não para com esse processo, a história um dia vai julgar se houve abuso ou não de autoridade nesse caso do comportamento, tanto da Polícia Federal quanto do Ministério Público, no meu caso."

"E o sr. pretende mandar prender os agentes públicos?", insistiu o magistrado.

"Como é que vou saber, nem sei se eu vou tá vivo amanhã", esquivou-se Lula.

"Foi o que o senhor afirmou lá [no evento do PT]."

"Uma força de expressão. O dia que o sr. for candidato o sr. vai ter muita força de expressão", amarelou de novo o petista.

"Acha apropriado um ex-presidente da República dizer isso?", seguiu Moro.

"Acho que não, acho que não", respondeu Lula, reconhecendo que não passa de um bravateiro covarde que tenta intimidar autoridades, mas que amarela perante um juiz firme como Moro. Além da covardia demonstrada por Lula, que não foi homem suficiente para assumir suas próprias atitudes, o petista ainda citou o nome de Marisa Letícia 38 vezes, tentando incriminá-la no caso do triplex do Guarujá. Covardia maior do que tentar colocar a culpa em alguém que não está mais aqui para se defender, não há.

_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget