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Ministro Edson Fachin acaba com farra de Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowski, e nega liberdade a Antonio Palocci



O ex-ministro Antonio Palocci não conseguiu ganhar um bilhete de passagem para o bonde da impunidade do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou em menos de uma semana nada menos que quatro criminosos presos na Lava Jato.

O petista teve um pedido de liberdade negado nesta quarta-feira pelo ministro do STF, Edson Fachin, que não gostou nada do papelão dos colegas da Segunda Turma da Corte. Os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes concederam liberdade ao ex-ministro José Dirceu. Antes da decisão que beneficiou Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai, Eike Batista e o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genú também foram soltos por decisão da famigerada Turma.

O ex-ministro Antonio Palocci ficou tão animado com a abertura da porteira do STF que decidiu dispensar os advogados que tratariam de seu acordo de delação premiada e resolveu se manter de bico fechado na Lava Jato, apostando na impunidade patrocinada pelos três ministros da Segunda Turma do STF.

Edson Fachin não achou nenhuma graça na farra da impunidade promovida pelos colegas e  decidiu que o mérito do habeas corpus de Palocci agora deverá ser julgado pelo plenário do STF por todos os onze ministros. Logo após rejeitar o pedido de liminar para soltar o ex-ministro petista, preso em setembro do ano passado na Operação Lava Jato, Fachin anunciou a decisão de levar o pedido para o plenário da Corte.

Com a medida, o ministro tenta obter apoio dos demais ministros do Supremo para manter as prisões na Lava Jato. Fachin é relator das ações da maior investigação sobre corrupção da história do Brasil, baseada em Curitiba.

Além dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes, que fazem parte do colegiado da Lava Jato, a Corte é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e pela presidente, Cármen Lúcia. Fachin quer que todos mostrem a cara na hora de decidir de soltam ou não o ex-ministro Antonio Palocci e que revelem ao Brasil se estão ou não com a Lava Jato.

Na decisão em que negou liberdade a Palocci, o Fachin ministro defendeu a manutenção da prisão do criminoso e alegou que não há nenhuma ilegalidade na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão do petista, que era o responsável pela gestão da conta de Lula e do PT no banco de propina da Odebrecht.

"O deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou", afirmou o ministro.
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