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Mais de três anos de Lava Jato e nenhum podre de Sérgio Moro, Dallagnol e outros membros da força-tarefa,



Contemporizar. Esta é uma palavra que retrata muito bem o comportamento da Justiça, dos órgãos de controle e até mesmo de setores da sociedade quando o tema é combater a corrupção. Contemporizar significa ser flexível, condescendente e buscar acordos que visem o bem comum.

A corrupção no Brasil era tratada exatamente desta forma. Pelo menos até o surgimento da Operação Lava Jato e de figuras emblemáticas como o juiz federal Sérgio Moro e o procurador da República, Deltan Dallagnol.

Completamente intransigentes com a corrupção e até o momento sem nenhuma mácula em suas carreiras, vida pública ou pessoal, os responsáveis pela Operação Lava Jato tiram o sono de empresários e políticos corruptos. Idealistas e incorruptíveis, Moro, Dallagnol e companhia tentam demonstrar de todas as formas possíveis que não é correto, racional ou compreensível contemporizar com criminosos. Na visão dos membros da força-tarefa baseada em Curitiba, a corrupção é uma assassina silenciosa que mata na fila do SUS, é uma ceifadora do futuros dos jovens, que não recebem educação de qualidade do Estado e muitas vezes até dos professores. Na Lava Jato, lei é lei e crime é crime e pronto. A simplicidade deste raciocínio fez muitos juristas renomados, ministros do STF e formadores de opinião se curvaram a constatações tão óbvias.

Moro e Dallagnol raramente são vistos juntos. O juiz federal e o procurador da República atuam em posições diferentes no campo do combate à corrupção, mas compõem um invejável time que tem imposto derrotas históricas a empresários e políticos corruptos e poderosos. Os dois e demais membros da Lava Jato tiveram suas vidas reviradas por governos do PT em todo o país, por jornalistas e até mesmo por colegas da Polícia Federal ao longo dos últimos três anos e absolutamente nada em suas vidas pregressas que desabonasse suas condutas foi encontrado.

O fascínio da sociedade com a Lava Jato ocorre justamente pelo fato da investigação ter imposto uma "regra" inédita na Justiça do país: a obrigação das autoridades em se fazer cumprir a Lei. A rigor, a Lei é composta por regras e em qualquer país civilizado, a sociedade não deveria se surpreender com o cumprimento de regras.

Mas o cinismo da tolerância com a corrupção no país chegou a tal ponto, que até mesmo presidentes da República vieram a público defender certa "tolerância" com a corrupção em nome da manutenção de empresas e de empregos. Agora, a Lava Jato avança inexoravelmente para elucidação de esquemas de corrupção nos estados. No Rio de Janeiro, a organização criminosa comandada por Sérgio Cabral foi praticamente dizimada. Em Brasília, dois ex-governadores e um vice foram presos por corrupção nas obras da Copa. Isto é só o começo. Moro, Dallagnol e os demais integrantes da força-tarefa baseada em Curitiba estão determinados a seguir em frente e se tornaram exemplos para outros representantes da Justiça país afora.

A Lava Jato vai além da materialização de sonhos até então eram considerados intangíveis por uma parcela significativa da sociedade: a investigação está promovendo uma revolução cultural, uma revolução de valores que afeta milhões de brasileiros que cresceram sob a égide de um Estado corrupto. Uma sociedade que aprendeu a conviver, aceitar e até praticar pequenos atos de corrupção, onde pequenos crimes infelizmente ainda vistos até com normalidade, como subornar um policial, fiscal ou pequenos furtos de energia, água e TV por assinatura.

A Lava Jato pode ser compreendida como um marco na história do país justamente por ter influenciado positivamente milhões de brasileiros, jovens juízes e a juventude do país, de modo geral. Na prática, a Lava Jato é a realização de um sonho de milhões de brasileiros que nunca deixaram de acreditar que a Justiça representava o último elo que amarrava o futuro do país ao passado colonial.
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