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Lula extorquiu a AOS em milhões, diz executivo da empreiteira. Tudo negociado com Vaccari a pedido do ex-presidente



O ex-executivo da OAS Agenor Franklin Medeiros confirmou em seu depoimento ao juiz federal Sergio Moro nesta quinta-feira que a empreiteira também mantinha um setor especializado na operação de propinas pagas agentes públicos e campanhas políticas. Medeiros também figura como réu na ação penal que tem entre os acusados o ex-presidente Lula.

O responsável pela área de petróleo da empresa confirmou que “Existe uma área na empresa, que era justamente a área que trabalha nessa parte de vantagens indevidas, uma área chamada controladoria, onde doações a partidos, até de forma oficial, saíam do presidente, iam para o diretor financeiro e para o diretor dessa área. Nessa época da RNEST [refinaria Abreu e Lima], com PT e PSB, o gerente dessa área era Mateus Coutinho. Ele se reportava ao diretor financeiro, Sérgio Pinheiro, que se reportava ao presidente da empresa”, esclareceu medeiros.

O executivo confirmou que o então presidente da empresa e amigo de Lula, Léo Pinheiro, lhe confirmou que o ex-presidente havia causado prejuízos enormes ao grupo e mencionou “quatro eventos” relacionados a repasses de propina para Lula a pedido do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. O executivo cita a cooperativa Bancoop, a reserva do triplex no Guarujá e a reforma da cobertura e do sítio em Atibaia, incluindo ai a instalação de elevador privativo, cozinhas planejadas nos dois imóveis e ampliação das instalações da propriedade rural.

Segundo Medeiros, todos os repasses ao ex-presidente eram contrapartida por contratos obtidos pelo grupo junto a Petrobras com interferência de Lula. O executivo confirma que Coutinho e outros três executivos eram responsáveis por fazer com que propinas chegassem a seus destinatários. Ele relatou que coube à empreiteira, como parte dos consórcios que construíram as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, o pagamento de propinas de 2% dos contratos a partidos políticos.

O ex-presidente do grupo, Léo Pinheiro, era o responsável direto pela interlocução do ex-presidente Lula com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari.Segundo Agenor Medeiros, “Como ele, Léo, administrava a conta do PT, ele tinha feito uma compensação do prejuízo causado por esses quatro eventos”.

No vídeo abaixo, Medeiros confirma a existência de um banco de propina da OAS, identificado como "controladoria": O departamento era responsável por repasses de propinas a políticos e partidos. Apenas o PT recebeu cerca de R$ 16 milhões em propina.

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