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Lula em novo inquérito na Lava Jato por atos de obstrução à Justiça. Desta vez, há vídeo do petista confirmando crime




O ex-presidente Lula se complicou em seu depoimento ao juiz federal Sérgio Moro na última quarta-feira e acabou fornecendo os indícios que devem gerar um novo inquérito contra ele mesmo. O petista confirmou sua atuação participação em atos de obstrução à Justiça e embaraço à Lava Jato, ao confirmar que manteve um encontro com o operador de propina do PT na Petrobras, o ex-diretor da estatal Renato Duque.

A confissão pegou a todos do partido de surpresa. Ninguém esperava que Lula fosse confirmar um encontro clandestino com Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O ex-presidente foi duramente repreendido por outros membros do PT, inclusive senadores que viajaram a Curitiba para acompanhar o depoimento. Dirigentes do partido foram unânimes em reconhecer que Lula se colocou numa situação de extrema vulnerabilidade na Lava Jato. O vídeo com sua confissão impede que o petista crie outra versão para um encontro tão suspeito.

Acuado diante da incerteza da Lava Jato ter provas de seu encontro, Lula acabou confirmando a versão do executivo sobre encontros clandestinos entre ele e Vaccari  e Duque em um hangar do Aeroporto de Congonhas. Renato Duque afirmou que Lula lhe pediu para se livrar de provas sobre recebimento de propina e o orientou a encerrar qualquer conta que ele mantivesse na Suíça.

As revelações feitas por Duque e confirmadas pelo próprio Lula ao juiz Sérgio Moro devem provocar a abertura de novo inquérito contra Lula e resultar em mais um processo criminal.

Mas este não é o único episódio que deve embasar a abertura de um novo inquérito contra o petista. Os procuradores do Ministério Público Federal avaliam a existência de vários outros indícios capazes de incriminar o petista. A força-tarefa baseada em Curitiba acumulou uma série de elementos ao longo dos três anos de investigações ostensivas e e já perfeitamente possível comprovar que Lula tentou obstruir o trabalho da Justiça, com episódios que envolvem suposta destruição de provas e intimidação de autoridades. A defesa do ex-presidente afirma que a Lava Jato abriu "uma nova linha de ataque" contra o petista.

O petista já é réu em uma ação penal acusado de tentativa de obstrução à Justiça na 10ª Vara Federal do Distrito Federal, no episódio em que supostamente participou da trama para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Em seu depoimento a Sérgio Moro, Lula confirmou ter se reunido com três alvos da Lava Jato - um deles delator e outros dois em negociação de acordo -, em 2014, quando as investigações já haviam sido deflagradas.

O ex-presidente narrou encontros com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e com o ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro. Os dois, também réus da Lava Jato e já condenados, contaram que Lula teria pedido para que provas fossem destruídas.

Para três investigadores da força-tarefa ouvidos pelo jornal, sob a condição de não ter os nomes revelados, o ato de buscar informações sobre provas de crimes confirma a acusação de que Lula não era alheio ao esquema de corrupção na Petrobras. Procuradores e policiais federais dizem que esses indícios fornecem elementos para aprofundar apurações de novos crimes.
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