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Lula, Dilma e Mantega podem ser alvos de pedido de prisão preventiva com base em delação de Joesley Batista da Friboi



Os ex-presidente Lula e Dilma e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega podem se tornar alvos de pedidos de prisões preventivas nos próximos dias, com base no teor devastador das delações dos sete executivos do Grupo JBS-Friboi. Embora os primeiros anexos de delação que já tiveram os sigilos levantados revelem o envolvimento dos petistas em um gigantesco esquema de favorecimento ao Grupo com recursos do BNDES, há uma parte mais obscura da delação que ainda permanece sob sigilo para não atrapalhas as investigações.

Nos trechos que foram divulgados até o momento, Joesley Batista confessou que repassou pelo menos R$ 300 milhões em propina aos petistas como contrapartida por vantagens obtidas pelo grupo. Joesley confirmou que as transações era "facilitadas" pelo ex-ministro Guido Mantega. Os recursos destinados as petistas eram depositados em uma conta na Suíça.

Em 2010, Guido Mantega pediu ao empresário que abrisse uma nova conta, desta vez para Dilma. Foi então que Joesley "perguntou se a conta existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula". Joesley "indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema, e Guido confirmou que sim".

A suspeita de que os executivos do Grupo JBS tenham fornecido informações valiosíssimas sobre a organização criminosa montada pelo ex-presidente Lula no coração da administração pública tem uma justificativa bastante óbvia: nenhum dos sócios do Grupo foi penalizado após o acordo de delação premiada firmado com a participação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Supremo Tribunal Federal.

Comparando as penas impostas a outros delatores, como Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, os irmãos Batista e seus executivos saíram praticamente ilesos do acordo de delação. Até o momento, concordaram em ressarcir os cofres públicos em apenas R$ 240 milhões, contra quase R$ 8.5 bilhões da Odebrecht. Também não passaram nenhuma noite na prisão, não serão obrigados a usar tornozeleiras eletrônicas e ainda conseguiram autorização para morar nos Estados Unidos.

Para obter tantos benefícios da Justiça, apesar de uma série de crimes confessos, os irmãos Batista podem ter entregado mais do que era esperado. Em trecho do anexo 1, Joesley Batista confirma que os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma "eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef". O trecho pode ser visto no recorte abaixo:



A conclusão mais pertinente em todo o ineditismo deste acordo de delação é a de que a contribuição dos irmãos Batista para a elucidação de vários crimes cometidos pelas administrações petistas tenha superado as expectativas até mesmo da Procuradoria-geral da República.

O pedido de prisão e o afastamento do senador Aécio Neves do cargo é outro aspecto que reforça a possibilidade de que Lula,Dilma e  Guido Mantega se tornem alvos de medidas mais enérgicas por parte da Justiça. A ordem de prisão pode partir da Polícia Federal ou do Supremo. Sérgio Moro seria poupado de tomar a decisão sobre a prisão dos petistas.

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