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Lambança da PGR no acordo com bandidos da JBS não teve nada a ver com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba



O controverso acordo de delação firmado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os bandidos do Grupo JBS tem gerado uma série de repercussões negativas para a Operação Lava Jato. Mas a informação sobre como se deu o tal acordo precisa ser amplamente divulgada, para que as pessoas entendam que a PGR firmou o acordo sem a participação da Polícia Federal e sem o conhecimento dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato baseada em Curitiba.

O criminoso Joesley Batista, investigado em cinco fases da Operação Lava Jato já estava prestes a ser preso pela Polícia Federal quando resolveu bateu na porta da PGR. Hábil negociador, o bandido bateu um papinho com o procurador da República, Rodrigo Janot, prometeu mundos e fundos e saiu de lá com um belo acordo debaixo do braço. Em poucos dias de negociação, Janot concedeu tantos benefícios para a organização criminosa comandada pelos irmãos Batista, que gerou revolta da sociedade.

O empresário conseguiu o perdão total por mais de mil crimes confessos, recebeu uma multinha de R$ 110 milhões parcelada em dez anos e ainda conseguiu o direito de viver fora do país. Tudo isso sem passar um minuto sequer preso.

Com a força-tarefa da Lava Jato baseada em Curitiba, o buraco é bem mais em baixo. Lá, os procuradores nunca firmaram nenhum acordo de delação diretamente com os criminosos. Todos os acordos de colaboração foram fechados com a defesa dos investigados, após negociações que normalmente se estendem a mais de um ano.

Para muitos, a atitude de Janot foi considerada irresponsável, para não dizer suspeita. O procurador tem apenas mais três meses à frente do cargo e não vai haver tempo hábil para orientar uma enorme equipe de investigadores sobre uma série de "detalhes" do prematuro acordo com os executivos do Grupo JBS.

Como membros do Ministério Público Federal, é natural que os integrantes da força-tarefa da Lava Jato se sintam constrangidos com um acordo tão destoante de outros casos, tão benéfico para os bandidos e tão cercado de suspeitas.

Embaraçado diante de uma plateia de pessoas insatisfeitas com o acordo que beneficiou os irmãos Joesley e Wesley Batista. o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, fez questão de frisar que o caso foi fechado pela Procuradoria-Geral da República, e não pela Justiça Federal do Paraná, onde atua.
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