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JBS admite que lucrou R$ 1 bilhão com vazamento de delação falsa sobre Temer



Conforme adiantou o site Imprensa Viva em primeira mão, o Grupo JBS-Friboi divulgou um comunicado no qual a empresa admite que lucrou R$ 1 bilhão com operações de câmbio às vésperas do vazamento de um trecho falso do sócio do grupo Joesley Batista. O grupo admitiu em nota que atuou fortemente no mercado de câmbio dos últimos dias, visando a "proteção financeira".

A nota só foi divulgada após o anúncio de que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou três processos administrativos para investigar da  JBS no mercado de câmbio. Fontes do mercado financeiro afirmam que empresa teria comprado dólar um dia antes do vazamento de áudio de delação premiada da empresa falsa feita pelo colunista de O GLOBO, Lauro Jardim e amplamente divulgada em um site da consultoria Empiricus, proprietária do site O Antagonista, que coleta e-mails de leitores para a empresa de consultoria. O dólar disparou no dia seguinte.

Abaixo, a íntegra do comunicado do grupo:

"Em relação às notícias veiculadas nos últimos dias sobre operações de câmbio que teriam sido realizadas pela JBS S.A., a Companhia esclarece que gerencia de forma minuciosa e diária a sua exposição cambial e de commodities.
Tendo em vista a natureza de suas operações, a JBS tem como politica e prática a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações.
Um exemplo do potencial impacto de oscilações na cotação do dólar é que, ao considerar a variação cambial na cotação do dólar de R$ 3,16 para R$ 3,40, como a ocorrida entre 31 de março (fechamento do primeiro trimestre) e 18 de maio, a Companhia sofreria um prejuízo superior a R$ 1 bilhão.
Reiteramos assim que as movimentações realizadas pela Companhia nos últimos dias seguem alinhadas à sua política de gestão de riscos e proteção financeira."

A notícia veiculada por Lauro Jardim, em O Globo e pelo site O Antagonista, informava que Joesley Batista teria dito a Temer explicitamente que pagava R$ 500 mil para silencia Eduardo Cunha. Lauro Jardim informou ainda que, novamente de forma explícita, afirmava a Temer que estava tendo problemas com o Cade. Mas as gravações originais não mostraram nada disso. Após a divulgação das gravações, toda a imprensa nacional reconheceu que não há absolutamente nada conclusivo sob o ponto de vista jurídico e que houve sim má fé por parte da Globo e de sites de operadores financeiros na divulgação das notícias falsas.

Segundo editorial do Estadão, houve um modus operandi para o vazamento da informação truncada. "A parte da delação que foi divulgada não continha senão fragmentos de frases transcritas de uma gravação clandestina feita por Joesley Batista em uma conversa com Temer. Não se conhecia o contexto em que o diálogo se deu, porque a gravação não foi tornada imediatamente pública. Durante as horas que se seguiram à divulgação da existência do explosivo material, mesmo que não se soubesse o exato teor do que disse Temer, criou-se um fato político gravíssimo. A demora em tornar pública a gravação se prestou, deliberadamente ou não, a prejudicar o acusado, encurralando-o. A versão que certamente interessava ao vazador, portanto, se impôs". Foram horas de especulação no mercado financeiro. ABolsa de Valores sofreu queda de 10% nas primeiras horas e o dólar disparou e apresentou a maior alta em 14 anos em um único dia. Certamente, não foram apenas os sócios da JBS que lucraram com todo o frenesi provocado pelo vazamento malicioso. 
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