\imprensa Viva
.

Esquema de Lula e Eduardo Cunha na mira da PF. Preso ex-gerente da Petrobras por corrupção em campo da África



A Polícia Federal começa a puxar o fio do novelo que pode amarrar o ex-presidente Lula ao ex-deputado Eduardo Cunha em mais um esquema milionário de corrupção na Petrobras na áfrica. O esquema teria conexões com outros atores já investigados na Lava Jato, como o ex-senador Delcídio Amaral, o banqueiro André Esteves e o amigo de Lula, José Carlos Bunlai.

Os crimes envolvendo a organização criminosa que vitimou a estatal ainda não foram completamente esclarecidos, mas a prisão de mais um ex-gerente da área internacional da Petrobras pode apontar novos caminhos para a investigação. Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos, preso esta semana pela PF, é suspeito de ter recebido quase 5 milhões de dólares em propina na negociação da estatal para comprar um campo de petróleo em Benin, na África, no mesmo esquema revelado pela operação Lava Jato que resultou na condenação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

O executivo era gerente da área internacional da estatal no momento da transação e trabalhou na análise e no negócio relativo à aquisição dos direitos de exploração do petróleo em Benin junto à Compagnie Béninoise des Hydrocarbures (CBH) por 34,5 milhões de dólares, em 2011.

Segundo as investigações, houve pagamento de propina no valor de 10 milhões de dólares como parte da negociação, sendo ao menos 1,5 milhão de dólares ao ex-deputado Eduardo Cunha, que foi preso em outubro de 2016 e condenado a 15 anos de prisão por seu envolvimento no esquema.

Em seu despacho decretando a prisão de Pedro Bastos, o juiz federal Sérgio Moro disse que o ex-gerente da Petrobras reconheceu em depoimento ter recebido 4,8 milhões de dólares de uma pessoa envolvida na transação, mas disse que o pagamento seria por serviços lícitos, o que foi refutado pelo magistrado.

“Apesar da alegação do depoente de que, em seu entendimento, o recebimento de valores de João Augusto Rezende Henriques era lícito, há, em cognição sumária, caracterização de crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro”, disse Moro.

“Afinal, gerente da Petrobras teria participado da aprovação de negócio, com irregularidades procedimentais e na avaliação do negócio, com a CBH e recebido, por intermediários, 4.865.000,00 dólares do preço, isso subrepticiamente, em conta secreta no exterior.”

João Henriques é apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras e também está preso no âmbito da Lava Jato.

Além de prender o ex-gerente da Petrobras, a Polícia Federal tinha mandado de prisão nesta sexta-feira, na 41ª fase da Lava Jato, contra o ex-banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos por suspeita de também receber recursos ilegais provenientes do mesmo negócio, mas ele não foi encontrado. Segundo a PF, advogado de Santos disse que ele irá se apresentar ainda nesta sexta à polícia.

De acordo com o Ministério Público Federal, o rastreamento internacional de recursos, com apoio do Ministério Público da Suíça, levou à identificação de outros beneficiários do esquema de corrupção envolvendo a compra do campo em Benin depois da prisão de Cunha, o que resultou na nova fase da Lava Jato.

“A cooperação internacional continua sendo um marco da Lava Jato. Neste caso, foi essencial para rastrear pagamentos suspeitos no exterior. Na medida que os países cooperam mais, corruptos e corruptores encontrarão um ambiente mais hostil para esconder os crimes que cometem”, disse o procurador da República Orlando Martello em comunicado.

Deflagrada na última semana de maio, a Operação Poço Seco revelou uma propina de US$ 5,5 milhões da empresa Companie Beninoise des Hydrocarbures SARL (CBH) em negócio da Petrobras em Benin, na África.


_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget